quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

The Big Picture

O post de hoje vai ser curtinho, porque nessa época do ano quase todo mundo está em ritmo de festa - e ninguém quer passar muito tempo lendo em frente ao computador, certo? De qualquer forma, eu gostaria de dividir com vocês um site bem legal que encontrei: o The Big Picture, que faz parte do The Boston Globe (um jornal tradicional de Boston). A proposta do The Big Picture é interessante: ele apresenta uma mistura de ótimas fotos e artigos relacionados a elas (os artigos estão em inglês, mas vale conferir mesmo se for só para olhar as fotos e buscar inspiração).

Aproveito a oportunidade para desejar a todos um ótimo 2010 (=
2009 foi um ótimo ano, mas espero que 2010 seja ainda melhor para todos nós. Agradeço a companhia, os comentários e os e-mails que recebi de todos vocês ao longo do ano: muito obrigada, de coração (=

Abaixo, algumas fotos que selecionei no The Big Picture:







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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Fotos HDR (parte II): criando imagens HDR a partir de arquivos JPEG

Esta é a segunda parte do artigo sobre fotos HDR. Primeiro, falei um pouco sobre o método tradicional de criação desse efeito; hoje preparei para vocês este pequeno tutorial, que mostrará como criar uma "falsa HDR" a partir de arquivos JPEG. Para entender o que são imagens HDR e como conseguir esse efeito através da combinação de três fotos semelhantes, clique aqui e veja a primeira parte do artigo.

Arquivo JPEG

Arquivo JPEG após edição: a falsa HDR

As imagens que utilizarei aqui foram retiradas do Flickr do Christiaan L, que também costuma fazer uso dessa técnica para conseguir fotos diferenciadas. Ele diz o seguinte: "Would you buy an expensive D-SLR, expensive lenses, and lots of filters, when you can get similar effects with just a cheap compact camera and cheap tripod?" (em português: Você compraria uma D-SLR cara, lentes caras, e um monte de filtros, quando você pode conseguir efeitos semelhantes com apenas uma câmera compacta barata e um tripé barato?). Assim como eu, muitos leitores do blog não têm condições de investir pesado em coisas desse tipo no momento - por isso que dividi o tutorial: a parte tradicional e a parte "acessível" ;)

Não vou falar novamente sobre as diferenças entre D-SLR e câmeras automáticas, não é esse o ponto. O que importa é que é possível conseguir um efeito similar com arquivos JPEG. Para começar, você pode escolher qualquer arquivo com essa extensão que já tenha salvo no computador.


> 1ª PARTE: DO PHOTOSHOP AO PHOTOMATIX

Nada de pânico: são oito passos super simples, você terminará essa parte em poucos minutos.
  • Abra sua imagem no Photoshop
  • Pressione Ctrl+M para abrir a ferramenta "curvas" e aumentar o brilho da foto
  • Salve a imagem com um outro nome, semelhante ao original
  • Desfaça as curvas pressionando Ctrl+Alt+Z
  • Salve novamente (escolha um nome parecido com o das duas outras imagens)
  • Abra as imagens no Photomatix para que a HDR possa ser criada (veja aqui como fazer o download do programa e o tutorial que ensina o passo-a-passo para criar sua HDR)
  • Pronto! Agora só faltam mais alguns ajustes...

> 2ª PARTE: TONE MAPPING


Agora você já criou sua HDR - lembre que inicialmente ela parecerá bem feia, não se assuste. Serão necessários alguns ajustes no Photomatix, e para isso utilizaremos o
Tone mapping.

Tela de edição do Tone Mapping

O Tone mapping fica na palheta à esquerda. Nesse momento, configuramos a HDR para que ela possa ser transformada em uma foto com profundiade de cor menos abrangente, mas já com a aparência desejada.

Existem várias opções de
Tone mapping, e a melhor forma de descobrir como elas funcionam é criando diferentes HDR's e... fuçando nos botões! Se você não sabe por onde começar, dá para conseguir uma boa edição usando as opções da aba Details enhancer:

- Strength:
é a força da HDR, ou seja: o quanto que você quer misturar das diferentes exposições numa única imagem. Quanto menor o valor, mais discreta será sua HDR; quanto maior, mais forte será a edição.

- Color saturation:
saturação. Quanto maior o valor, mais colorida (cores mais saturadas) ficará sua imagem.

- Light smoothing:
uma das opções mais importantes. Note que, ao selecionar a primeira “bolinha”, sua foto ficará um tanto forçada e cheia de halos nas bordas. A última “bolinha” significa máxima suavização do efeito.

- White point:
essa opção define um ponto de luminosidade, clareando a cena.

- Black point:
essa opção define um ponto de sombra, escurecendo a cena.

- Gamma:
possui uma característica diferente das opções de gamma que nos são familiares. Essa opção utiliza a luminosidade da cena para mostrar mais detalhes.

- Process:
após fazer as edições desejadas, você clica nesse botão para processar a imagem e transformá-la em um arquivo que pode ser exportado (salvo) em outros formatos. Assim você pode continuar editando a foto em outros programas, como o Photoshop.


É isso: você pode brincar à vontade com as opções de Tone Mapping e criar imagens interessantes. Solte sua imaginação!


(+) BÔNUS!

Caso você ainda não se sinta confortável para mexer nos comandos do Tone Mapping, pode seguir as dicas abaixo para editar sua imagem:
  • Luminosity: entre -2 e +2
  • Strength: entre 30% e 60%
  • Saturation: entre 30% e 50%
  • White point: posicione o slider próximo à metade da barra
  • Black point: posicione o slider a cerca de 1/10 da barra (da esquerda para a direita)
  • Smoothing: quanto mais alto, melhor


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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fotos HDR (parte I): o método tradicional

Na semana passada eu recebi um e-mail da Andreia, do blog Momentos (não deixem de conferir - tem várias fotos lindas por lá!), sugerindo que eu falasse um pouco sobre fotos HDR aqui no Ajuste o Foco.

E agora você deve estar pensando: mas o que são fotos HDR? Essa sigla é a abreviação de high dynamic range photos (em português: fotos com alto alcance dinâmico ). A maneira tradicional de conseguir uma dessas é fotografando em
RAW (para o nosso azar, a maioria das câmeras automáticas salva os arquivos automaticamente em formato JPEG); além disso, é preciso conseguir três imagens exatamente iguais, mas com diferentes tempos de exposição: uma sub-exposta, uma normal e uma super-exposta (clique aqui para entender como isso funciona). Uma vez que você tem as fotos, é preciso juntá-las com um programa específico - veja o exemplo abaixo:

Foto: Claudia Regina

Maaas não existe apenas uma maneira de conseguir um efeito parecido com o da foto acima - ainda bem! Sendo assim, resolvi dividir o assunto em duas partes: a primeira mostrando a maneira tradicional de conseguir esse efeito, e a segunda ensinando a transformar qualquer arquivo JPEG em uma "falsa HDR".


> O MÉTODO TRADICIONAL


Antes de mais nada, certifique-se de que sua câmera possui tudo que é preciso para conseguir esse efeito da maneira tradicional. Geralmente isso só é possível com câmeras D-SLR, mas algumas automáticas também oferecem as opções necessárias. Sua câmera precisará:
  • permitir o ajuste manual do tempo de exposição
  • salvar o arquivo em RAW (o processo pode ser feito com arquivos JPEG também, mas com RAW a qualidade da imagem final será melhor)
Além disso, você precisará de um tripé ou uma superfície estável para apoiar sua câmera. Escolha um assunto imóvel, pois serão necessárias três imagens idênticas (o ideal é começar com landscapes). Verifique também se sua câmera possui a função AEB (Auto Exposure Bracketing): esse recurso programa a câmera para tirar as fotos com diferentes exposições sem precisar refazer os ajustes (isso mesmo: com um clique, a máquina irá tirar uma foto sub-exposta, uma normal e uma super-exposta).

A função AEB numa Canon Rebel

Caso sua câmera não tenha a função AEB, você precisará fazer os ajustes manualmente entre uma foto e outra. Na primeira, o tempo de exposição deve ser -2 ou -1 (sub-exposição); na segunda, o tempo de exposição deve ser 0 (exposição normal); e na terceira, o tempo de exposição deve ser de +2 ou +1 (super-exposição).

Apóie a câmera sobre o tripé ou alguma superfície estável e faça as fotos com os diferentes tempos de exposição. Você também pode fazer mais alguns "trios" de fotos por precaução - afinal, o menor movimento pode prejudicar o resultado final.

Agora que você já tem as fotos, podemos passar para a edição.



> EDITANDO SUAS IMAGENS


O programa mais utilizado para editar e criar fotos HDR é o
Photomatix (faça o download da versão de testes aqui). Se você preferir, também pode utilizar o Photoshop. Neste tutorial* eu mostrarei o passo-a-passo utilizando o Photomatix.

Abra o programa e escolha a opção
Generate HDR Image:


O Photomatix vai pedir para você selecionar os arquivos-fonte. Vá em
Browse para escolher as fotos:


Selecione as três fotos com diferentes exposições (utilize
Shift ou Ctrl para selecionar mais de uma por vez):


Clique em
OK. Agora serão exibidas as opções de alinhamento e correção.

  • Align source images
Ao selecionar essa opção, o programa alinhará suas fotos. Mas se você utilizou um tripé e o modo AEB, provavelmente não será preciso habilitá-la: as fotos já estarão perfeitamente alinhadas. Se você não utilizou AEB, selecione a opção By correcting horizontal and vertical shifts.

Se você não utilizou nem tripé nem a função AEB, o ideal é selecionar a opção
By matching features, pois a probabilidade de as fotos terem ficado com algumas diferenças entre si é grande.

  • Attempt to reduce ghosting artifacts
Essa opção é para corrigir qualquer coisa que possa ter se movido na cena entre uma exposição e outra.

- Moving objects/people:
para corrigir pessoas ou outros objetos que se movimentaram entre as fotos.

- Background movements:
movimentos na própria cena (como nuvens e água).

Ao utilizar fotos em RAW, você também pode mudar algumas opções do formato (mas não há problema nenhum se deixar como está).


Clique em OK e espere até o programa criar sua HDR.



Após isso, você verá uma foto bem feia - mas tenha caaalma! É a sua HDR, mas nenhum monitor consegue “ver” a profundidade de cores de uma HDR; por isso só enxergamos um
preview bem limitado. Agora que a HDR foi criada, vamos para a parte mais importante: o Tone mapping.



O
Tone mapping fica na palheta à esquerda. Nesse momento, configuramos a HDR para que ela possa ser transformada em uma foto com profundiade de cor menos abrangente, mas já com a aparência desejada.

Existem várias opções de
Tone mapping, e a melhor forma de descobrir como elas funcionam é criando diferentes HDR's e... fuçando nos botões! Se você não sabe por onde começar, dá para conseguir uma boa edição usando as opções da aba Details enhancer:

- Strength:
é a força da HDR, ou seja: o quanto que você quer misturar das diferentes exposições numa única imagem. Quanto menor o valor, mais discreta será sua HDR; quanto maior, mais forte será a edição.

- Color saturation:
saturação. Quanto maior o valor, mais colorida (cores mais saturadas) ficará sua imagem.

- Light smoothing:
uma das opções mais importantes. Note que, ao selecionar a primeira “bolinha”, sua foto ficará um tanto forçada e cheia de halos nas bordas. A última “bolinha” significa máxima suavização do efeito.

- White point:
essa opção define um ponto de luminosidade, clareando a cena.

- Black point:
essa opção define um ponto de sombra, escurecendo a cena.

- Gamma:
possui uma característica diferente das opções de gamma que nos são familiares. Essa opção utiliza a luminosidade da cena para mostrar mais detalhes.

- Process:
após fazer as edições desejadas, você clica nesse botão para processar a imagem e transformá-la em um arquivo que pode ser exportado (salvo) em outros formatos. Assim você pode continuar editando a foto em outros programas, como o Photoshop.



(+) BÔNUS!


Se você ainda ficou com alguma dúvida, o site
How To: Take HDR Photos disponibiliza tutoriais em vídeo (em inglês) para diferentes tipos de câmera. Clique aqui para acessar o site e assistir os tutoriais.



(*) este tutorial foi feito com base nesse artigo.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Tudo que você deve saber para criar um um bom avatar

Nos últimos anos, as redes sociais vêm se multiplicando e assumindo um papel importante na vida de muita gente. Twitter, Orkut, Facebook, MySpace, Last.fm, Blogger... tudo chega até nós com uma velocidade impressionante - mas não é só a velocidade que impressiona: a cada minuto temos à disposição um volume de dados colossal, e mesmo que tivéssemos toda a boa-vontade do mundo, jamais conseguiríamos assimilar tanta coisa. Assim sendo, temos pouco tempo para analisar atentamente o perfil de outras pessoas e empresas disponíveis nessas redes; muitas vezes acabamos ficando mesmo é com a impressão que nos é transmitida através do avatar (ou você vai me dizer que nunca entrou no perfil de alguém só porque a foto lhe chamou a atenção?).

Mas o que fazer para conseguir um avatar que transmita algo sobre você àqueles que não o conhecem? No que você deve prestar atenção na hora de tirar uma fotografia para ser usada como avatar?



> PREENCHENDO A CENA


O principal segredo de um bom avatar? Simplicidade. A menos que você faça questão, não há necessidade de incluir nada além de você mesmo no enquadramento. Muita informação numa mesma cena pode deixar o avatar confuso, ou talvez ele fique incompreensível em tamanho pequeno (lembre-se que uma imagem genial em tamanho grande pode ficar simplesmente feia quando reduzida) . Como eu disse acima, pouca gente tem tempo (e paciência) para analisar atentamente uma imagem - os poucos segundos que alguém dedica para observar nossa foto podem fazer toda a diferença.

Foto: istanbulmike


Foto: Randy

Observe a imagem acima: à primeira vista, ela até pode parecer uma boa imagem para ser usada como avatar. Mas ainda que o foco esteja no sujeito, o fundo apresenta muitos elementos. Veja abaixo a versão reduzida: é ou não é um avatar confuso?



> EXPLORE OS ÂNGULOS


Modelos profissionais sabem aproveitar muito bem os ângulos para conseguir boas fotos - e nada impede que você também faça uso desse recurso. Não existe uma fórmula pronta, ou um ângulo mágico: você precisará testar. Fotografe com a câmera acima de você, abaixo... tente todas as opções possíveis, até achar o ângulo ideal para o seu caso!



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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Desvendando o efeito zoom

Você pode até não saber o que é o efeito zoom, mas certamente já viu alguma foto com ele: basta dar uma olhadinha na imagem abaixo para saber do que estou falando:

Foto: Lady Vervaine

Existem várias maneiras de conseguir esse efeito - algumas durante a captura da imagem, outras no processo de pós-edição. Não falarei aqui sobre as técnicas de pós-edição, mas se você quiser saber como usá-las, esse site mostra algumas dicas úteis.

O efeito zoom proporciona um resultado bastante interessante, e o melhor: não é tão difícil consegui-lo - basta alguns ajustes e um pouquinho de treino. Grosso modo, você precisará programar a câmera para um tempo de exposição mais longo, e usar o zoom enquanto o sensor estiver exposto (
clique aqui para saber o que é e como usar o tempo de exposição).


> TEMPO DE EXPOSIÇÃO


Se sua câmera permite o ajuste manual do tempo de exposição, programe-o para cerca de um segundo. Mas
se a sua câmera é como a minha e não permite o ajuste manual do tempo de exposição, aí vai uma dica quente! ;)

Ao invés de ajustar a exposição de acordo com a iluminação da cena inteira ("exposure based on the entire frame"), escolha apenas um ponto central como base ("exposure based on brightness of a central point"). Fazendo isso, um pontinho aparecerá no centro da tela de LCD de sua câmera - é através desse ponto que a iluminação será medida, o que modificará o tempo de exposição.

Para uma exposição curta, mire o pontinho em um objeto claro (de preferência branco) e pressione o botão disparador até a metade; faça o enquadramento como preferir e pressione o botão até o final. Faça isso quando você quiser congelar uma cena ou caso você deseje uma imagem sub-exposta.


Iluminação medida através dos pêlos brancos do gato: a
imagem
ficou sub-exposta, escura demais e sem detalhes


Para uma exposição um pouco mais longa, mire o pontinho em um objeto escuro (de preferência preto) e pressione o botão disparador até a metade; faça o enquadramento como preferir e pressione o botão até o final. Faça isso quando você quiser captar movimento ou caso queira uma imagem super-exposta.

Iluminação medida através do sofá preto: a imagem ficou
super-exposta, clara demais e com uma aparência fantasmagórica



> ZOOM

Agora que você já programou o tempo de exposição, faça o seguinte: escolha um objeto e pressione o botão disparador até a metade para que a câmera faça os ajustes necessários (sempre levando em conta as dicas acima, se sua máquina não possui ajuste manual); aperte o botão disparador até o fim, e enquanto o sensor estiver exposto, dê zoom no objeto.


Caso você não tenha conseguido realizar todo o processo,
é possível que sua câmera não permita a utilização do zoom junto com um tempo de exposição longo. Nesse caso, programe o tempo de exposição, e aproxime manualmente a câmera do objeto. Fiz este processo na imagem abaixo:

Aproximar ou afastar manualmente a câmera do
objeto também pode resultar em algo interessante

Você precisará manter a câmera relativamente estabilizada, pois ao trabalhar com um tempo de exposição longo qualquer movimento pode comprometer a fotografia. De preferência, utilize um tripé ou apóie a câmera em uma superfície estável. Ao movimentar levemente a câmera para os lados, para cima ou para baixo, você poderá conseguir outros efeitos interessantes. Como eu não canso de dizer por aqui: é preciso testar.

Ambientes com menos luminosidade favorecerão também são bons para usar esse efeito. Luzes coloridas, como as de faróis de carros, também ficam ótimas.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Driblando o erro de paralaxe das câmera automáticas

Se a sua câmera fotográfica possui um visor ótico, você já deve ter notado que o enquadramento que vemos através dele é um pouco diferente daquilo que aparece na tela de LCD. Enquanto a tela de LCD nos mostra a cena exatamente como será capturada e armazenada, o visor ótico apresenta essa pequena diferença de ângulo, que é conhecida como erro de paralaxe.


Na imagem acima é possível ver como isso acontece. Essa diferença pode ser suficiente para estragar o resultado final de uma imagem - ainda mais se você estiver usando a regra dos terços para compor a cena.

Organizei este tutorial para ajudar a driblar o erro. É sempre bom estar preparado para o caso de algum dia você precisar fazer uso do visor ótico: como já falei
nesse outro post, ele é excelente em viagens longas (quando não temos bateria reserva) e em ambientes com muita luminosidade.


> MAS O QUE É O ERRO DE PARALAXE?


Ao conferirmos o resultado de uma sessão de fotos que foram enquadradas através do visor ótico de uma câmera amadora, é muito comum percebermos que algum elemento ficou de fora. Pode ser a cabeça de alguém, os pés, a árvore ao longe: você tinha certeza que a foto estava bem enquadrada, mas... o erro de paralaxe fez mais uma vítima!


Nas câmeras compactas (ao contrário das D-SLR), o visor ótico é separado da objetiva. Isso causa uma ligeira diferença entre o ângulo que vemos através dele e o ângulo que será de fato fotografado. Ou seja:
a lente da sua câmera não percebe a imagem pelo mesmo ângulo do visor ótico, porque ele fica mais à esquerda e um pouco acima da própria lente.


> DRIBLANDO O ERRO


1ª etapa


1 - Procure um objeto com linhas retas verticais ou horizontais: uma casa com uma janela na frente, um poste onde você possa pendurar uma tira larga de papel ou papelão colorido ou até mesmo uma pessoa em frente a um muro pouco mais baixo do que ela
.

2 - Fotografe o objeto mantendo-o
exatamente no centro do visor. Se você tiver escolhido um poste, deixe a tira de papel no terço central do enquadramento. O ideal é que essa foto seja feita à luz do dia.

3 - Confira no computador (ou na tela de LCD) o resultado. Observe em qual lado ficou o objeto que você fotografou: direito, esquerdo, superior ou inferior.



2ª etapa


Se o objeto fotografado ficou à esquerda, faça o seguinte:

  • Cole um pequeno adesivo com o desenho de uma seta virada para a direita logo abaixo do visor ótico, na parte de trás da sua câmera;
  • De agora em diante, sempre que você quiser fotografar utilizando o visor ótico, enquadre os elementos um pouco mais à direita. O adesivo só serve mesmo para que não esqueçamos, já que o visor ótico é muito menos utilizado que a tela de LCD.

Atenção!


1 - Observe que o adesivo deve mostrar o lado
contrário ao do erro de paralaxe da câmera.

2 - As câmeras amadoras podem apresentar o erro de paralaxe em lados diferentes.

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Lançamento do catálogo África em Nós

Já faz um tempinho que anunciei por aqui a campanha fotográfica África em Nós, promovida pela secretaria de estado da Cultura de São Paulo.

Neste mês serão lançados o catálogo e a exposição com as 100 fotos da campanha que foram selecionadas pelo curador
Walter Firmo. A cerimônia de lançamento acontecerá na próxima terça-feira (17/11), em São Paulo.


Clique na imagem para ampliar

Onde?
Museu Afro Brasil
-
Pavilhão Manoel da Nóbrega

Parque Ibirapuera – Portão 10

São Paulo - SP


Quando?

A cerimônia de lançamento do catálogo e da exposição será no dia 17/11, às 19h
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Quanto?

A entrada é franca.



Para obter mais informações, acesse o
site da campanha África em Nós ou ligue para (11) 5579-0593.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Concurso Nacional de Fotografias da Natureza recebe inscrições até 13 de novembro

Estão abertas as inscrições para a 19ª edição do Concurso Nacional de Fotografias da Natureza, promovido pela Sociedade Ornitológica Mineira (SOM).

Imagem: Fotografias de Natureza


> COMO PARTICIPAR?

Os interessados podem enviar quantas imagens quiserem e
a inscrição é gratuita. Para se inscrever, basta enviar e-mail para fotografeanatureza@gmail.com, ou mandar as imagens impressas via correio para a sede da SOM (Rua da Bahia, 1.148 – Conjunto 631- CEP 0160-906 - Belo Horizonte/MG Brasil).

As fotos devem ser apresentadas no formato mínimo de 20 x 30 cm e sem montagens. Cada uma delas deverá conter uma etiqueta adesiva com o nome do participante, seu endereço completo e as especificações da fotografia: local onde a foto foi tirada e o que foi fotografado (se possível, o nome da espécie do mamífero, da ave, da árvore ou da flor fotografada). A etiqueta não deve ser colada na foto e apenas enviada solta junto da foto, dentro do envelope.


No caso das fotografias enviadas por e-mail, essas informações devem vir no corpo da mensagem e as imagens devem ter no mínimo 300 DPI e 20 X 30 cm.


> QUEM PODE PARTICIPAR
?

Pessoas de todas as idades, brasileiros ou estrangeiros, residentes ou não no país. Ou seja: qualquer um que tiver interesse!



> SELEÇÃO


Todas as imagens inscritas serão julgadas, até 24 de novembro, por jurados indicados pelas seguintes organizações: Sociedade Ornitológica Mineira (SOM), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Instituto Estadual de Florestas (IEF), Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte, Jornal do Brasil Ecológico, Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), Fundação Clóvis Salgado e Jornal O Tempo.



> PREMIAÇÃO


As cinco melhores imagens receberão os seguintes prêmios:

  • 1º lugar - R$ 2.000,00
  • 2º lugar - R$ 1.000,00
  • 3º lugar - R$ 700,00
  • 4º lugar - R$ 500,00
  • 5º lugar - R$ 400,00
Além disso, as cem melhores fotos serão expostas no 1º Salão da Natureza. O evento será realizado no foyer do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, de 24 a 29 de novembro; no hall da Prefeitura de Nova Lima (MG), de 3 a 6 de dezembro; e em Ouro Preto (MG), de 10 a 13 de dezembro. A curadora da exposição será a artista plástica mineira Yara Tupinambá.



Maiores informações sobre o concurso através dos telefones (31) 3222-5515 e (31) 3581-7701, ou pelo e-mail: fotografeanatureza@gmail.com.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Brincando com luz

Já falei muitas vezes aqui no blog sobre a importância da iluminação adequada na fotografia, e vocês também devem ter percebido isso em suas experiências pessoais. Seja num retrato ou numa landscape, uma boa iluminação pode mudar a impressão do espectador sobre qualquer imagem: um castelo pode parecer chato sob o forte sol do meio-dia, mas ao entardecer pode formar uma silhueta de tirar o fôlego.

Foto: bkwdayton

Sabendo usar a iluminação a seu favor, você já terá percorrido boa parte do caminho para uma boa foto. Em artigos anteriores, falei sobre o uso da luz natural e do flash nas câmeras automáticas; hoje vou tratar de mais algumas fontes de luz com as quais nos deparamos freqüentemente.


> LUZ SOLAR


A luz natural é uma grande aliada nossa, mas saber fotografar sob luz solar direta é uma questão de paciência e experiência. Você deve levar em consideração o horário em que a foto será tirada e que efeito essa iluminação terá sobre o resultado final (como eu disse, trata-se de uma questão de experiência). Comece a observar a incidência dos raios solares ao longo do dia: veja como eles se portam sobre edifícios, árvores, pessoas, etc., em diferentes horários. Logo, você vai se acostumar a
procurar pela luz e encontrar rapidamente o melhor ângulo para fotografar em cada horário.

Para conseguir boas landscapes sob a luz do sol, o melhor é sempre investir na hora mágica: aqueles momentos que antecedem o amanhecer e o anoitecer. Uma dica valiosa, sobretudo se você pretende incluir o próprio sol no enquadramento (como na imagem abaixo).


Fotografar o sol direto em qualquer outro momento que não seja a hora mágica pode não ser uma boa idéia para nós, usuários de câmeras automáticas. É provável que aconteça o mesmo que aconteceu na foto abaixo: a câmera fica perdida diante de tanta luz e a imagem sai desfocada.

Essa é minha!

Nos retratos também é preciso tomar cuidado com a luz forte: ela pode formar sombras duras, destacando ou distorcendo algumas partes do corpo (isso ocorre muito freqüentemente com a sombra do nariz de quem está sendo fotografado); para corrigir o problema, pode ser necessário usar um flash de preenchimento. Se possível, mova o sujeito para a sombra: isso ajudará a evitar distorções e caretas estranhas.

Caso a intenção seja fotografar paisagens urbanas, o melhor momento é após as 16h dos dias ensolarados. Após esse horário, a luz incide lateralmente sobre os objetos, o que ressalta sua textura. Isso acontece porque o olho humano tende a focar automaticamente nas sombras para reconhecer diferentes formatos.


> CÉU NUBLADO

Dias nublados são bons para quase todos os tipos de fotografia. Perfeitos para retratos, perfeitos para registrar detalhes arquitetônicos sem sombras que poderiam atrapalhar; também são ótimos para fotografar florestas e parques.


> LÂMPADAS FLUORESCENTES


Esse tipo de lâmpada é projetado para fornecer luz difusa discreta. Portanto, é boa para fotografar em preto e branco. Só tome cuidado quando estiver tirando fotos coloridas, pois a maioria das câmeras automáticas oferece mais de uma opção de ajuste WB para lâmpadas fluorescentes (a minha oferece três!).

Exemplo de diferentes ajustes de WB para fluorescentes

Compare a cena que você vê com a que aparece na tela de LCD da câmera para chegar ao ajuste mais adequado à situação; acredite, a escolha do tom de fluorescente errado pode estragar completamente o resultado final (basta comparar a foto de cima com a de baixo para perceber a diferença gritante).


> LÂMPADAS DE TUNGSTÊNIO


Lâmpadas incandescentes emitem uma luz mais amarelada, o que transmite às imagens a sensação de calor. Esse tipo de lâmpada geralmente é responsável pela iluminação das ruas. Se você já tirou várias fotos noturnas na rua e saíram tooodas borradas, a culpa é das lâmpadas de tungstênio! Ok, deixando as gracinhas de lado agora: você precisa ter um bom apoio para conseguir uma foto definida com esse balanço de brancos; utilize um tripé, apóie a câmera em uma superfície (ou sente em um banco, dobre o joelho próximo ao peito e firme a câmera sobre ele - é o que eu faço quando não resta outra opção).

Foto: Pentax Forums

Você pode usar esse ajuste de WB para fotografar as chamas do fogo, raios, ou qualquer outra fonte que emita luz amarelada.

Se você estiver fotografando com luz natural e tiver alguma lâmpada incandescente por perto, faça um teste: ligue-a e fotografe o assunto para ver o resultado. Uma boa dica para quando você quiser deixar suas fotos com um aspecto mais aconchegante.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ShareMag 04

Quem vem acompanhando o Ajuste o Foco já está acostumado: a cada dois meses eu anuncio o lançamento de uma nova edição da revista eletrônica portuguesa ShareMag. Em sua 4ª edição, a revista apresenta um layout reformulado, lembrando um pouco o formato das publicações impressas.

Capa da nova edição da ShareMag (clique para ampliar)

Eu tenho colaborado com a revista desde sua segunda edição, através da seção "O Movimento Inverso"; nesta edição, falo um pouco sobre o trabalho da fotógrafa Nan Goldin (página 8). Confira um trecho do artigo:

Ao longo de três décadas (do final dos anos ’60 até meados dos ’90), Goldin capturou as reações humanas frente a uma época marcada por novas descobertas tecnológicas, exageros de todos os tipos e pela idolatria do eu. Certos críticos atribuem à Nan Goldin a glamourização do uso da heroína (o chamado look heroin-chic do final dos anos ’80), e também a identificam como precursora do estilo de vida grunge.

Muitas das fotografias de Nan Goldin são de fato snapshots, mas a maioria apenas
parece ser snapshot. Ao observarmos suas imagens, sentimos como se realmente estivéssemos diante de um álbum de família: fotos com cantos ofuscados, super-expostas, mal enquadradas, blocos de cores salientes. Tais características ligariam seu nome ao movimento conhecido como Snapshot aesthetic, que pretendia retratar a vida da forma mais crua possível, “como ela realmente era”.

Clique aqui para ler o resto do artigo e visualizar a 4ª edição da ShareMag na íntegra. Abaixo, algumas fotos de Nan Goldin.

Smoky car (New Hampshire, 1979)

Self-portrait in the mirror (Belmont, 1988)

Greer and Robert on the bed (Nova York, 1982)

Para acompanhar o blog da revista, clique aqui.

>>>Ler artigo completo

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Compondo cenas rapidamente

Ter um bom conhecimento sobre as regras básicas de composição ajuda muito na hora de fotografar, mas nem sempre conseguimos fazer um checklist mental e prestar atenção em tooodos os detalhes. Se demoramos muito tempo para bolar a composição, podemos perder a chance de registrar a cena que queríamos por causa da enrolação.

A famigerada regra dos terços:
uma das regras de composição mais básicas


Se compor uma imagem já não é fácil, imaginem só quando o tempo é curto... Pensando nisso, resolvi montar este tutorial expresso com dicas simples, que ajudarão você a compor fotos rapidamente - porque às vezes não temos muito tempo sobrando, mas ainda assim queremos imagens dignas, não é mesmo?


> TREINE O OLHAR

Mesmo quando você não estiver com a câmera por perto, acostume-se a observar a cena não apenas como espectador tradicional, mas como
compositor. Um cachorro pode ser apenas mais um cachorro numa foto qualquer, ou pode se tornar o cachorro daquela foto comovente: a maneira como as pessoas verão a foto vai depender muito da sua composição.

Comece a prestar mais atenção no contraste entre as cores, luzes e sombras, nas formas geométricas que estão ao seu redor. Pense em como você poderia se posicionar para registrar aquela cena, crie histórias em sua cabeça, defina o que poderia ou não ser incluído no enquadramento. Com o tempo, você se acostumará a compor as cenas rapidamente e não perderá muito tempo com isso quando precisar.


> NA PRÁTICA

Baseei este trecho do artigo num tutorial que foi escrito pelo fotógrafo
Neil Cree para o blog Digital Photography School. As fotos abaixo foram retiradas do post feito por Neil, e as legendas indicam um passo-a-passo do que ele estava pensando ao registrar as cenas.
  • Flores e patos de borracha

1 Essas flores são interessantes! Mas o que poderei enquadrar como fundo para elas?

2 A cor dos patos de borracha pode formar um belo contraste com as flores que ficarão em primeiro plano. Posso ajustar a distância focal de maneira que dê ênfase às flores, ou até mesmo utilizar a função macro da câmera: isso deixará os patos borrados.

3 Tem lixo boiando sobre a água da lagoa, é melhor que isso fique de fora do enquadramento. Vou me posicionar em um ângulo mais baixo para evitar isso.

4 Chegou a hora de conferir no visor como ficará a cena.


1 Agora sim: a cena parece muito mais interessante! Utilizarei a regra dos terços para deixar as flores próximas à linha vertical da direita.

2 Posicionei o pato sobre a linha vertical esquerda.

  • Tijolos contra o céu


1 Esse prédio pode render uma boa foto, mas não contrasta muito bem com os arredores (ainda mais agora que o sol se escondeu atrás das nuvens). Os tijolos têm uma textura interessante, talvez um outro ângulo possa ajudar a dar mais destaque a isso.

2 Esse canto recurvado é bastante incomum, posso tirar proveito disso também.

3 Se eu me posicionar próximo ao muro num ângulo mais baixo, enquadrando o céu por cima dele, talvez consiga uma imagem minimalista.


1 O sol apareceu e mudou o clima da cena! As linhas dos tijolos na parede curva conduzem o olhar diretamente para o centro da foto.

2
O muro tem a textura que eu esperava, e contrastou bem com o céu azul. Aqui as linhas dos tijolos também estão conduzindo para o centro da foto.


3 O topo do muro está posicionado sobre a linha horizontal mais baixa.

4
Posicionei a curva final do muro arredondado sobre a linha horizontal mais alta.


  • Nuvens refletidas

1
O céu nublado está interessante. Seria bom inclui-lo na cena de alguma forma.


2
As janelas refletem as nuvens do outro lado do céu.


3
Esses arbustos podem ajudar a enquadrar a cena, e também contrastam com o azul do céu.


4
Se eu me posicionar perto daqui, poderei enquadrar as janelas e as nuvens logo acima.



1
As janelas ficaram próximas à linha horizontal inferior.


2 O poste ficará sobre a linha da direita, e também será o elemento vertical da minha composição.

3
Essa nuvem grande ficará sobre a intersecção superior esquerda.


4 Temos a impressão de que a nuvem grande está refletida na janela: isso ajuda a manter a atenção do espectador na parte central da imagem.
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