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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Concurso Nacional de Fotografias da Natureza recebe inscrições até 13 de novembro

Estão abertas as inscrições para a 19ª edição do Concurso Nacional de Fotografias da Natureza, promovido pela Sociedade Ornitológica Mineira (SOM).

Imagem: Fotografias de Natureza


> COMO PARTICIPAR?

Os interessados podem enviar quantas imagens quiserem e
a inscrição é gratuita. Para se inscrever, basta enviar e-mail para fotografeanatureza@gmail.com, ou mandar as imagens impressas via correio para a sede da SOM (Rua da Bahia, 1.148 – Conjunto 631- CEP 0160-906 - Belo Horizonte/MG Brasil).

As fotos devem ser apresentadas no formato mínimo de 20 x 30 cm e sem montagens. Cada uma delas deverá conter uma etiqueta adesiva com o nome do participante, seu endereço completo e as especificações da fotografia: local onde a foto foi tirada e o que foi fotografado (se possível, o nome da espécie do mamífero, da ave, da árvore ou da flor fotografada). A etiqueta não deve ser colada na foto e apenas enviada solta junto da foto, dentro do envelope.


No caso das fotografias enviadas por e-mail, essas informações devem vir no corpo da mensagem e as imagens devem ter no mínimo 300 DPI e 20 X 30 cm.


> QUEM PODE PARTICIPAR
?

Pessoas de todas as idades, brasileiros ou estrangeiros, residentes ou não no país. Ou seja: qualquer um que tiver interesse!



> SELEÇÃO


Todas as imagens inscritas serão julgadas, até 24 de novembro, por jurados indicados pelas seguintes organizações: Sociedade Ornitológica Mineira (SOM), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Instituto Estadual de Florestas (IEF), Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte, Jornal do Brasil Ecológico, Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), Fundação Clóvis Salgado e Jornal O Tempo.



> PREMIAÇÃO


As cinco melhores imagens receberão os seguintes prêmios:

  • 1º lugar - R$ 2.000,00
  • 2º lugar - R$ 1.000,00
  • 3º lugar - R$ 700,00
  • 4º lugar - R$ 500,00
  • 5º lugar - R$ 400,00
Além disso, as cem melhores fotos serão expostas no 1º Salão da Natureza. O evento será realizado no foyer do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, de 24 a 29 de novembro; no hall da Prefeitura de Nova Lima (MG), de 3 a 6 de dezembro; e em Ouro Preto (MG), de 10 a 13 de dezembro. A curadora da exposição será a artista plástica mineira Yara Tupinambá.



Maiores informações sobre o concurso através dos telefones (31) 3222-5515 e (31) 3581-7701, ou pelo e-mail: fotografeanatureza@gmail.com.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Brincando com luz

Já falei muitas vezes aqui no blog sobre a importância da iluminação adequada na fotografia, e vocês também devem ter percebido isso em suas experiências pessoais. Seja num retrato ou numa landscape, uma boa iluminação pode mudar a impressão do espectador sobre qualquer imagem: um castelo pode parecer chato sob o forte sol do meio-dia, mas ao entardecer pode formar uma silhueta de tirar o fôlego.

Sabendo usar a iluminação a seu favor, você já terá percorrido boa parte do caminho para uma boa foto. Em artigos anteriores, falei sobre o uso da luz natural e do flash nas câmeras automáticas; hoje vou tratar de mais algumas fontes de luz com as quais nos deparamos freqüentemente.


> LUZ SOLAR


A luz natural é uma grande aliada nossa, mas saber fotografar sob luz solar direta é uma questão de paciência e experiência. Você deve levar em consideração o horário em que a foto será tirada e que efeito essa iluminação terá sobre o resultado final (como eu disse, trata-se de uma questão de experiência). Comece a observar a incidência dos raios solares ao longo do dia: veja como eles se portam sobre edifícios, árvores, pessoas, etc., em diferentes horários. Logo, você vai se acostumar a
procurar pela luz e encontrar rapidamente o melhor ângulo para fotografar em cada horário.

Para conseguir boas landscapes sob a luz do sol, o melhor é sempre investir na hora mágica: aqueles momentos que antecedem o amanhecer e o anoitecer. Uma dica valiosa, sobretudo se você pretende incluir o próprio sol no enquadramento (como na imagem abaixo).


Fotografar o sol direto em qualquer outro momento que não seja a hora mágica pode não ser uma boa idéia para nós, usuários de câmeras automáticas. É provável que aconteça o mesmo que aconteceu na foto abaixo: a câmera fica perdida diante de tanta luz e a imagem sai desfocada.

Essa é minha!

Nos retratos também é preciso tomar cuidado com a luz forte: ela pode formar sombras duras, destacando ou distorcendo algumas partes do corpo (isso ocorre muito freqüentemente com a sombra do nariz de quem está sendo fotografado); para corrigir o problema, pode ser necessário usar um flash de preenchimento. Se possível, mova o sujeito para a sombra: isso ajudará a evitar distorções e caretas estranhas.

Caso a intenção seja fotografar paisagens urbanas, o melhor momento é após as 16h dos dias ensolarados. Após esse horário, a luz incide lateralmente sobre os objetos, o que ressalta sua textura. Isso acontece porque o olho humano tende a focar automaticamente nas sombras para reconhecer diferentes formatos.


> CÉU NUBLADO

Dias nublados são bons para quase todos os tipos de fotografia. Perfeitos para retratos, perfeitos para registrar detalhes arquitetônicos sem sombras que poderiam atrapalhar; também são ótimos para fotografar florestas e parques.


> LÂMPADAS FLUORESCENTES


Esse tipo de lâmpada é projetado para fornecer luz difusa discreta. Portanto, é boa para fotografar em preto e branco. Só tome cuidado quando estiver tirando fotos coloridas, pois a maioria das câmeras automáticas oferece mais de uma opção de ajuste WB para lâmpadas fluorescentes (a minha oferece três!).

Exemplo de diferentes ajustes de WB para fluorescentes

Compare a cena que você vê com a que aparece na tela de LCD da câmera para chegar ao ajuste mais adequado à situação; acredite, a escolha do tom de fluorescente errado pode estragar completamente o resultado final (basta comparar a foto de cima com a de baixo para perceber a diferença gritante).


> LÂMPADAS DE TUNGSTÊNIO


Lâmpadas incandescentes emitem uma luz mais amarelada, o que transmite às imagens a sensação de calor. Esse tipo de lâmpada geralmente é responsável pela iluminação das ruas. Se você já tirou várias fotos noturnas na rua e saíram tooodas borradas, a culpa é das lâmpadas de tungstênio! Ok, deixando as gracinhas de lado agora: você precisa ter um bom apoio para conseguir uma foto definida com esse balanço de brancos; utilize um tripé, apóie a câmera em uma superfície (ou sente em um banco, dobre o joelho próximo ao peito e firme a câmera sobre ele - é o que eu faço quando não resta outra opção).

Foto: Pentax Forums

Você pode usar esse ajuste de WB para fotografar as chamas do fogo, raios, ou qualquer outra fonte que emita luz amarelada.

Se você estiver fotografando com luz natural e tiver alguma lâmpada incandescente por perto, faça um teste: ligue-a e fotografe o assunto para ver o resultado. Uma boa dica para quando você quiser deixar suas fotos com um aspecto mais aconchegante.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ShareMag 04

Quem vem acompanhando o Ajuste o Foco já está acostumado: a cada dois meses eu anuncio o lançamento de uma nova edição da revista eletrônica portuguesa ShareMag. Em sua 4ª edição, a revista apresenta um layout reformulado, lembrando um pouco o formato das publicações impressas.

Capa da nova edição da ShareMag (clique para ampliar)

Eu tenho colaborado com a revista desde sua segunda edição, através da seção "O Movimento Inverso"; nesta edição, falo um pouco sobre o trabalho da fotógrafa Nan Goldin (página 8). Confira um trecho do artigo:

Ao longo de três décadas (do final dos anos ’60 até meados dos ’90), Goldin capturou as reações humanas frente a uma época marcada por novas descobertas tecnológicas, exageros de todos os tipos e pela idolatria do eu. Certos críticos atribuem à Nan Goldin a glamourização do uso da heroína (o chamado look heroin-chic do final dos anos ’80), e também a identificam como precursora do estilo de vida grunge.

Muitas das fotografias de Nan Goldin são de fato snapshots, mas a maioria apenas
parece ser snapshot. Ao observarmos suas imagens, sentimos como se realmente estivéssemos diante de um álbum de família: fotos com cantos ofuscados, super-expostas, mal enquadradas, blocos de cores salientes. Tais características ligariam seu nome ao movimento conhecido como Snapshot aesthetic, que pretendia retratar a vida da forma mais crua possível, “como ela realmente era”.

Clique aqui para ler o resto do artigo e visualizar a 4ª edição da ShareMag na íntegra. Abaixo, algumas fotos de Nan Goldin.

Smoky car (New Hampshire, 1979)

Self-portrait in the mirror (Belmont, 1988)

Greer and Robert on the bed (Nova York, 1982)

Para acompanhar o blog da revista, clique aqui.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Compondo cenas rapidamente

Ter um bom conhecimento sobre as regras básicas de composição ajuda muito na hora de fotografar, mas nem sempre conseguimos fazer um checklist mental e prestar atenção em tooodos os detalhes. Se demoramos muito tempo para bolar a composição, podemos perder a chance de registrar a cena que queríamos por causa da enrolação.

A famigerada regra dos terços:
uma das regras de composição mais básicas


Se compor uma imagem já não é fácil, imaginem só quando o tempo é curto... Pensando nisso, resolvi montar este tutorial expresso com dicas simples, que ajudarão você a compor fotos rapidamente - porque às vezes não temos muito tempo sobrando, mas ainda assim queremos imagens dignas, não é mesmo?


> TREINE O OLHAR

Mesmo quando você não estiver com a câmera por perto, acostume-se a observar a cena não apenas como espectador tradicional, mas como
compositor. Um cachorro pode ser apenas mais um cachorro numa foto qualquer, ou pode se tornar o cachorro daquela foto comovente: a maneira como as pessoas verão a foto vai depender muito da sua composição.

Comece a prestar mais atenção no contraste entre as cores, luzes e sombras, nas formas geométricas que estão ao seu redor. Pense em como você poderia se posicionar para registrar aquela cena, crie histórias em sua cabeça, defina o que poderia ou não ser incluído no enquadramento. Com o tempo, você se acostumará a compor as cenas rapidamente e não perderá muito tempo com isso quando precisar.


> NA PRÁTICA

Baseei este trecho do artigo num tutorial que foi escrito pelo fotógrafo
Neil Cree para o blog Digital Photography School. As fotos abaixo foram retiradas do post feito por Neil, e as legendas indicam um passo-a-passo do que ele estava pensando ao registrar as cenas.
  • Flores e patos de borracha

1 Essas flores são interessantes! Mas o que poderei enquadrar como fundo para elas?

2 A cor dos patos de borracha pode formar um belo contraste com as flores que ficarão em primeiro plano. Posso ajustar a distância focal de maneira que dê ênfase às flores, ou até mesmo utilizar a função macro da câmera: isso deixará os patos borrados.

3 Tem lixo boiando sobre a água da lagoa, é melhor que isso fique de fora do enquadramento. Vou me posicionar em um ângulo mais baixo para evitar isso.

4 Chegou a hora de conferir no visor como ficará a cena.


1 Agora sim: a cena parece muito mais interessante! Utilizarei a regra dos terços para deixar as flores próximas à linha vertical da direita.

2 Posicionei o pato sobre a linha vertical esquerda.

  • Tijolos contra o céu


1 Esse prédio pode render uma boa foto, mas não contrasta muito bem com os arredores (ainda mais agora que o sol se escondeu atrás das nuvens). Os tijolos têm uma textura interessante, talvez um outro ângulo possa ajudar a dar mais destaque a isso.

2 Esse canto recurvado é bastante incomum, posso tirar proveito disso também.

3 Se eu me posicionar próximo ao muro num ângulo mais baixo, enquadrando o céu por cima dele, talvez consiga uma imagem minimalista.


1 O sol apareceu e mudou o clima da cena! As linhas dos tijolos na parede curva conduzem o olhar diretamente para o centro da foto.

2
O muro tem a textura que eu esperava, e contrastou bem com o céu azul. Aqui as linhas dos tijolos também estão conduzindo para o centro da foto.


3 O topo do muro está posicionado sobre a linha horizontal mais baixa.

4
Posicionei a curva final do muro arredondado sobre a linha horizontal mais alta.


  • Nuvens refletidas

1
O céu nublado está interessante. Seria bom inclui-lo na cena de alguma forma.


2
As janelas refletem as nuvens do outro lado do céu.


3
Esses arbustos podem ajudar a enquadrar a cena, e também contrastam com o azul do céu.


4
Se eu me posicionar perto daqui, poderei enquadrar as janelas e as nuvens logo acima.



1
As janelas ficaram próximas à linha horizontal inferior.


2 O poste ficará sobre a linha da direita, e também será o elemento vertical da minha composição.

3
Essa nuvem grande ficará sobre a intersecção superior esquerda.


4 Temos a impressão de que a nuvem grande está refletida na janela: isso ajuda a manter a atenção do espectador na parte central da imagem.
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

1000 imagens

Venho acompanhando o blog 1000 imagens há alguns meses, e achei a iniciativa muito interessante: a autora (identificada apenas como L) se propõe a publicar 1000 fotos, uma por dia - ou seja: até o verão de 2011, já que ela começou o projeto em setembro de 2008.

Separei para dividir com vocês algumas fotos que encontrei por lá e me chamaram a atenção:


#386

#9

#369

#134

#367

#70

#354

#223

#100


> Clique aqui para conhecer o blog 1000 imagens.
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Técnicas fotográficas avançadas: retratos

Continuando com a série "Técnicas fotográficas avançadas", chegou a vez de falar um pouco mais sobre um dos estilos de fotografia mais populares: o retrato. Todos nós queremos guardar boas lembranças das pessoas que convivem conosco e de nós mesmos - e é por isso que os retratos são tão amados.

Foto: Fmelot

Por mais que o retrato seja um estilo bastante popular, não significa que seja algo tããão simples quanto parece. Vale a pena investir um pouquinho de tempo para aprimorar a qualidade de nossos retratos - afinal, eles ficarão conosco pelo resto da vida. Abaixo, pequenos truques que podem fazer uma grande diferença na hora de fotografar outras pessoas ou tirar um auto-retrato.


> POSE?


A tendência de quase todo mundo é fazer uma pose ao ser fotografado. Se a foto parecerá "forçada" ou não... bem, isso vai depender de vários fatores (ângulo, imuminação, fotogenia, etc.).


Digamos que você tenha viajado com a família para o litoral. Provavelmente você não vai querer perder um tempão escolhendo cenários e compondo a cena - vai querer mesmo é curtir a viagem, né? Pois bem: basta seguir alguns passos simples e rápidos para garantir um bom registro da viagem e não perder um minuto sequer de diversão.


Primeiramente, reflita se o que você quer é mesmo um retrato ou um registro da paisagem. Nem sempre é possível unir as duas coisas numa única foto e ainda esperar que ela fique boa. Na dúvida entre um retrato mais detalhado e uma landscape, invista nos dois: a landscape registrará o cenário de forma mais ampla, mostrando a essência da paisagem natural ou da arquitetura; e o retrato estará focado na pessoa em questão, podendo aparecer aí um detalhe do cenário ao fundo ou qualquer outra coisa que possa identificar o local.

O ônibus vermelho ao fundo não deixa dúvida: é Londres.
No entanto, o assunto principal é a garota (foto: Mika_I)




> GRUPOS

Fotografar grupos é mais complicado: alguém sempre acaba saindo com uma cara estranha, outro sai piscando, ou olhando para o lado errado... aqui também entra em questão a fotogenia de cada um. É pos isso que posicionar todos numa única linha e olhando diretamente para a câmera pode acabar sendo um "desastre" (porque sempre vai ter aquele que vai ver a foto e se achar horrível). O que fazer, então?


Se possível, leve o grupo para um ambiente ao ar livre. A foto ficará mais leve e a luz natural melhorará a aparência de todos. Caso seja um dia ensolarado, posicione-os de forma que a luz ilumine seus rostos (ou use um flash de preenchimento); em dias nublados, não são necessárias grandes preocupações em relação à iluminação.


Quanto ao posicionamento, você pode (e deve!) usar a criatividade: peça para que alguns olhem diretamente para a câmera, outros para direções diferentes; que alguns fiquem de pé, outros agachados; alguns podem segurar objetos, outros podem se abraçar...


Fotografar grupos pequenos (de três ou quatro pessoas) é um pouco mais fácil. Você pode dispor todos perto de uma árvore, um carro ou qualquer outro ponto que possa ajudar a organizar a formação. Tome cuidado com o fundo: se for chamativo demais, poderá atrair mais atenção do que as pessoas que estão sendo retratadas.


Foto: Debba Haupert

Ao fotografar em ambientes internos, é muito provável que seja necessário usar o flash para evitar que o rosto de algumas pessoas fique escurecido. Tome uma certa distância do grupo (dois ou três metros) para garantir que a luz do flash se distribua de maneira mais ou menos uniforme, mas procure manter todos dentro do enquadramento. Evite formações de mais de duas linhas (algumas pessoas na frente e outras mais atrás), senão luz do flash poderá não iluminar a todos.


> AUTO-RETRATO


Muita gente não gosta de ser fotografada por outras pessoas: sentem-se mais à vontade em auto-retratos. Para quem é tímido ou não se acha muito fotogênico, o auto-retrato é a oportunidade perfeita para ousar e fazer coisas que jamais conseguiria na frente dos outros.


Nem todo auto-retrato precisa ter cara de auto-retrato
. Fotos fora de enquadramento, com ângulo estranho e braço esticado aparecendo? Só mesmo se você fizer questão disso.

Antes de começar a ajustar sua câmera, pense no clima que você quer transmitir ao espectador ou na finalidade das fotos: quer parecer introspectivo ou amigável? a foto é para um avatar, para seu álbum de fotos ou para um currículo? Após pensar nisso, invista um tempinho na pré-produção: escolha a roupa, o local, a maquiagem, etc. (é sempre bom fazer um auto-retrato quando você estiver com algum tempo livre, sem maiores compromissos)

Agora que esses detalhes já foram definidos, você pode ajustar a câmera e escolher os ângulos que vai fotografar. Se quiser enquadrar apenas seu rosto, pode usar o zoom, virar a lente para si e fotografar - basta conferir na tela o resultado da foto e ver o que precisa ser corrigido (postura, enquadramento, iluminação, etc.) nos próximos
clicks.

Se deseja uma foto que mostre mais partes do seu corpo ou uma distância maior entre você e a câmera, use o timer. Caso não tenha um tripé, apoie a câmera em uma superfície estável (mesa, carro, cama, muro, etc.), faça os ajustes necessários,
defina o enquadramento, programe o timer e corra! Você pode "treinar" algumas poses em frente ao espelho antes da sessão fotográfica, mas é sempre bom conferir o resultado de cada imagem no visor para ir fazendo os ajustes necessários.


Auto-retrato de Manu Ebert

Você tirou uma foto sua e não gostou do resultado? Não desista: às vezes é preciso tirar 30 fotografias para gostar de apenas uma. Tire o maior número de fotos possível, varie, invente: tente coisas que talvez possam parecer loucura na hora. E lembre-se que sempre é possível corrigir algum defeito de iluminação, enquadramento, saturação e outras coisas com a ajuda do Photoshop!
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Seminário internacional e mostra de fotografia e vídeo no Itaú Cultural

Dica para quem vai estar em São Paulo nos próximos dias: o Itaú Cultural apresenta a mostra A Invenção de um Mundo (com obras do acervo da Maison Européenne de la Photographie) e seminário que explora a invenção do mundo. O seminário acontece durante a próxima semana (14 a 17 de outubro), e a mostra permanecerá em exibição até o dia 13 de dezembro.

Foto: Bernard Fauco (Maison Européenne de la Photographie)

As obras que compõem a mostra A Invenção de um Mundo, com curadoria de Eder Chiodetto e Jean-Luc Monterosso, questionam o conceito de realidade e ficção no registro fotográfico e abrem um painel de discussão do estágio atual da fotografia. São trabalhos assinados por artistas que, à revelia do registro do que existe, escolheram a construção de cenas e personagens para inaugurar outros mundos. A fotografia como documento cede lugar a narrativas subjetivas. Ela não mais é um registro do real. Ela cria realidades e, ao fazê-lo, resvala em teatro, cinema e pintura.

Os trabalhos apresentados são um recorte do acervo da Maison Européenne de La Photographie, Paris (MEP), que guarda importante coleção da fotografia contemporânea mundial. O Itaú Cultural, em homenagem ao Ano da França no Brasil e em parceria com a MEP, traz ao público brasileiro alguns dos principais nomes dessa fotografia, por vezes denominada pós-moderna, que transgride os códigos tradicionais da imagem, se apodera das novas tecnologias e reinventa tudo aquilo que são lembranças, sonhos e desejos.


Foto: Paolo Ventura (Maison Européenne de la Photographie)

Além da mostra, haverá um seminário que explora a invenção do mundo - com a participação de alguns fotógrafos que compõem a mostra - e um encontro com os curadores.


> AS INVENÇÕES DA FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA


Imagens que expandem o repertório de expressão das linguagens visuais ao se apoderar da encenação e do embate entre a realidade e a ficção. Reflexão central da exposição
A Invenção de um Mundo, o tema também será o ponto de partida dos debates promovidos pelo Itaú Cultural em parceria com a Maison Européenne de La Photographie, Paris.

O tema de partida de reflexão do seminário são as imagens que expandem o repertório de expressão das linguagens visuais ao se apoderar da encenação e do embate entre realidade e ficção. Cada debatedor apresentará uma visão original sobre o estado da fotografia contemporânea de forte caráter experimental a partir das imagens que serão exibidas na mostra e especialmente pensada para a ocasião.


Foto: Joel Peter Witkin (Maison Européenne de la Photographie)


Programação do seminário


quarta
14 de outubro das 17h30 às 19h30
relato de experiência com
Joan Fontcuberta (Espanha)
sala itaú cultural - 247 lugares


quinta
15 de outubro das 18h30 às 20h30
mesa com
Ronaldo Entler (Brasil) e Serge Tisseron (França)
sala itaú cultural - 247 lugares


sexta
16 de outubro das 19h30 às 21h30
mesa com
François Soulages (França) e Rubens Fernandes Júnior (Brasil)
sala itaú cultural - 247 lugares


sábado
17 de outubro das 10h30 às 13h
relato de experiência com
Joel-Peter Witkin (Estados Unidos)
sala vermelha - 65 lugares


sábado
17 de outubro das 15h às 18h
os conceitos propostos pelos artistas da mostra
A Invenção de um Mundo são explicados pelo curador Eder Chiodetto
sala vermelha - 65 vagas



Quanto?


Entrada franca:
Ingressos distribuídos na bilheteria do instituto 30 minutos antes do início de cada atividade. Lotação por ordem de chegada.



Visitação (atendimento educativo
)

visitas agendadas

grupos 10 a 44 pessoas duração aproximada: 90 minutos (visita para público especial: duração aproximada 120 minutos) terças a sábados (diversos horários)

visitas espontâneas

grupos até 22 pessoas duração aproximada 60 minutos terças a domingos e feriados (diversos horários)


Agendamentos e informações


fone (11) 2168-1876 (segunda a sexta, das 10h às 18h)



Quando?


de 15 de outubro a 13 de dezembro

(de terça a sextas, das 10h às 21h)



Onde?

Itaú Cultural
Av. Paulista, 149 (próximo à estação metrô Brigadeiro) - São Paulo / SP


Clique
aqui para visitar o site do evento.
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