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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Um ano em 365 imagens

Quem circula com certa freqüência pelo Flickr já deve ter percebido que o número de usuários aderindo ao chamado 365 cresce a cada dia. Mais do que um modismo, o 365 também serve como um incentivo para muita gente que gosta de fotografia, pondo a persistência e criatividade de cada um à prova.

Foto nº 296/365, de Maciek Lesniak


> MAS O QUE É 365, AFINAL?

Eu já falei por aqui sobre o blog
1000 imagens, cujo objetivo é a publicação de 1000 fotos - uma por dia. A idéia do 365 é similar a essa: simples, porém desafiadora: uma fotografia para cada dia do ano. Ao mesmo tempo em que você define uma meta a ser atingida, também estará estimulando sua criatividade - afinal, não é nada fácil conseguir uma fotografia interessante a cada dia.

As fotos da polonesa Anna Szczekutowicz ganharam
fama no Flickr devido à originalidade e a seu caráter intimista


Para quem encara a fotografia como algo sério (como uma carreira a seguir e daí tirar seu sustento no futuro), o 365 pode ser uma excelente oportunidade. Muita gente ganhou fama e popularidade devido às fotos originais publicadas em seus 365.


> CRIANDO O SEU 365


Se você está em dúvida sobre qual estilo de fotografia mais lhe atrai, um 365 pode lhe ajudar de maneira muito natural. Existem diferentes tipos de 365: alguns dedicados à fotografia de rua, outros a landscapes, outros a retratos ou auto-retratos... mas é claro que você não precisa restringir seu 365 a um estilo específico: proponha-se o desafio de postar uma foto por dia, qualquer uma; aos poucos, você começará a perceber qual estilo mais lhe atrai, irá se sentir mais à vontade com ele e, portanto, seu 365 tomará esse rumo naturalmente.


Podemos observar isso no perfil do
Roni Gomes, leitor aqui do blog. Ele começou o 365 no início deste ano, está seguindo firme o desafio de postar uma foto por dia e muitas das imagens são em preto e branco - eu já havia dito a ele que suas imagens nesse estilo são muito boas, embora as outras também não deixem a desejar.

Foto nº 8/365, de Roni Gomes

Você pode também acrescentar ao 365 os detalhes que quiser para dar seu toque pessoal. Vale dar uma descrição detalhada do processo de produção da foto, postar trechos de autores que você admira ou ainda transformá-lo numa espécie de mini-diário, para ter uma recordação mais viva daquela data.


> GRUPOS


Não faltam no Flickr grupos onde você pode ver fotos de outros usuários e divulgar as suas. Abaixo, alguns dos maiores e mais famosos:


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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sony promove concurso mundial de fotografia para jovens com até 18 anos

Para comemorar o 20º aniversário da Convenção das Nações Unidas para os Direitos da Criança (UNCRC), a World Photography Organization, a Sony e o Fundo para a Infância das Nações Unidas estão oferecendo aos jovens de todo o mundo a oportunidade única de viajar à Etiópia para um workshop fotográfico completo, ministrado pelo aclamado fotógrafo e humanitarista Reza.

Para concorrer à viagem, jovens fotógrafos entre 12 e 18 anos podem acessar o site
www.worldphotographyawards.org/unicef até 28 de fevereiro, data de encerramento da promoção, e enviar uma única foto acompanhada de um texto destacando um dos cinco direitos fundamentais da criança:

  • o direito à sobrevivência;
  • o direito à educação;
  • o direito à saúde;
  • o direito à proteção contra maus-tratos, abuso e exploração;
  • o direito de ser ouvida.

Foto de India Sparacia, ganhadora de concurso promovido pela revista
Digital Camera World na categoria 11 a 14 anos. Ela usou
uma Panasonic Lumix DMC-FZ8, 10.4mm; ISO 100; 1/250, f/5.


Os seis jovens fotógrafos selecionados participarão do Prêmio Mundial Sony de Fotografia e do Festival Mundial de Fotografia de Cannes (França) em abril, onde receberão a premiação. Posteriormente eles participarão de um workshop para jovens fotógrafos na Etiópia, ainda este ano. É responsabilidade de todos defender os valores e as promessas feitas às crianças na CRC, e fotógrafos de todas as idades podem se tornar defensores da causa enviando uma fotografia para o 20º aniversário da UNCRC através do site do evento.

Todas as fotos farão parte de uma mostra especial online exibida no site do World Photography Awards, e as selecionadas também poderão ser exibidas ao lado das imagens dos Embaixadores da UNICEF e daquelas feitas por membros da World Photography Academy no evento Sony World Photography Awards.


“Após o evento de Cannes, essas imagens correrão o mundo com o tour de exibição do evento, podendo ser expostas no Brasil, já que a categoria de câmeras D-SLR Alpha da Sony apóia as atividades do SWPA e está em negociação para trazer a mostra ao país em meados de 2010. Dar oportunidades de alto nível aos jovens fotógrafos brasileiros sempre foi um direcionamento da marca Alpha no Brasil e, especificamente neste caso, desejamos realmente que um brasileiro possa fazer parte deste projeto que, acima de tudo, é humanitário e fomenta o respeito e o cuidado com a infância através da fotografia” declara Gustavo Rodrigues, gerente de produto da linha Alpha.



Fonte: Fotocolagem

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

4 técnicas para treinar e desenvolver sua capacidade de observação

Quando não podemos investir muito em equipamento, o que nos resta a fazer é focar a atenção em questões que dependam mais do nosso próprio esforço que de recursos materiais. Você sabe: o que faz de alguém um bom fotógrafo não é apenas a qualidade ou quantidade de equipamentos que utiliza, mas sua capacidade de observar e perceber as coisas de forma diferente.

Mesmo com uma câmera automática barata é possível inovar, registrando situações cotidianas sob uma ótica diferenciada. E para provar que isso é possível, já mostrei aqui no blog o trabalho de
fotógrafos profissionais que utilizam equipamento amador - e também abordei o tema nas páginas da revista eletrônica ShareMag.

Courtney Love fotografada por Terry
Richardson, que utiliza câmeras automáticas


A capacidade de observação é o que dá personalidade às fotos. Se você parar para observar trabalhos fotográficos comerciais nas páginas de qualquer revista, perceberá que certas idéias são transmitidas - muitas vezes não é apenas o produto que está sendo mostrado, mas sim um ponto de vista que o faz parecer mais agradável. E é por isso que muitas vezes compramos mais a idéia do que o produto propriamente dito. Só estou falando disso porque também é possível fazer o mesmo com nossas fotos: mesmo que não tenhamos nada a vender, dá para transmitir nossas idéias e impressões através de imagens.

Desenvolver a capacidade de observação demanda tempo e boa-vontade, mas apenas com treino você conseguirá perceber os resultados - tenha um pouquiiinho mais de paciência. As quatro técnicas abaixo são voltadas especialmente para o desenvolvimento da observação. À primeira vista você pode achar que se tratam de técnicas repetitivas e um tanto chatas, mas vai perceber que sua atitude por trás da câmera irá mudar naturalmente.


> ANÁLISE


Escolha um objeto qualquer e coloque-o sobre uma mesa ou alguma outra superfície plana e neutra. Observe-o atentamente durante cerca de
cinco minutos. Mas nada de ficar parado em frente ao objeto pensando: "ok, já vi isso tantas vezes que não é nenhuma novidade... e só se passou um minuto!"; por exemplo, se você escolher uma maçã, preste atenção ao seu formato: ela é redonda ou irregular? Tem muitas estrias? É grande, pequena ou média - e em comparação com o que? Note a textura, a cor, o brilho... Parece velha ou nova - e o que a faz parecer assim? Parece saborosa?

Foto: Alex Jonatan Ventpap

Pergunte-se tudo que for possível acerca do objeto, até que não sobre mais nenhuma pergunta a ser feita. Observando por tanto tempo, você conseguiu montar alguma história envolvendo o objeto? Pensou em como poderia utilizá-lo para contar algo ao espectador?


> PERSPECTIVAS DE ESCAPE


Escolha outro objeto inanimado e coloque-o sobre uma janela. Com sua câmera, teste várias perspectivas e distâncias focais durante 15 minutos.


Certas câmeras permitem alguns ajustes manuais no que se refere à distância focal; na minha Sony DSC W-120 dá para selecionar as seguintes opções:

  • Multi AF: distribui o ajuste do foco pela cena inteira, de acordo com 9 pontos de medição
  • AF central: focaliza a parte central da cena, que fica entre [ ]
  • AF spot: baseia o foco num pequeno ponto da cena
  • 0.5, 1.0, 3.0, 7.0 metros: o foco é ajustado de acordo com a distância em metros do objeto a ser fotografado
  • : focaliza o infinito (ideal para utilizar em fotos de paisagens com objetos interessantes posicionados a uma distância muito grande)

Pergunte-se o que os diferentes ângulos podem expressar: um novo ângulo é capaz de transmitir certos estados de espírito e sentimentos? Use a luz de todas as formas possíveis - dê preferência à luz natural.


> AVALIE O LOCAL


Antes de começar a tirar as fotos, reserve alguns minutos para avaliar o local. Pergunte-se qual parte pode transmitir determinada sensação e por que (a chave para tudo está no questionamento).
Se você já tiver em mente que tipo de foto quer registrar, ficará mais fácil: procura por algo dramático ou alegre, delicado ou profundo?

Foto: Roel Alaniz

Veja a imagem acima: o céu alaranjado do final do dia refletido na poça nos transmite um ar dramático, de solidão. Em geral, a luz difusa do amanhecer e do anoitecer é ótima para criar composições dramáticas.


> TIRE FOTOGRAFIAS MENTAIS

Quando começamos a perceber a fotografia de outra forma, é normal que vejamos cenas dignas de serem registradas em todo lugar - mesmo quando nossa câmera não está por perto.
Essa forma de pensar contribui imensamente para o desenvolvimento da observação. E mais: você pode começar a prever certas coisas, estando preparado para registrar momentos únicos que duram poucos instantes. Force sua capacidade de observação: analise a cena e tente prever o que virá em seguida.

Ao aprimorar sua capacidade de observação, você estará apto a combinar os elementos que o cercam a seu favor, a fim de organizá-los e utilizá-los para reforçar sua narrativa.

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

The Big Picture

O post de hoje vai ser curtinho, porque nessa época do ano quase todo mundo está em ritmo de festa - e ninguém quer passar muito tempo lendo em frente ao computador, certo? De qualquer forma, eu gostaria de dividir com vocês um site bem legal que encontrei: o The Big Picture, que faz parte do The Boston Globe (um jornal tradicional de Boston). A proposta do The Big Picture é interessante: ele apresenta uma mistura de ótimas fotos e artigos relacionados a elas (os artigos estão em inglês, mas vale conferir mesmo se for só para olhar as fotos e buscar inspiração).

Aproveito a oportunidade para desejar a todos um ótimo 2010 (=
2009 foi um ótimo ano, mas espero que 2010 seja ainda melhor para todos nós. Agradeço a companhia, os comentários e os e-mails que recebi de todos vocês ao longo do ano: muito obrigada, de coração (=

Abaixo, algumas fotos que selecionei no The Big Picture:







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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Fotos HDR (parte II): criando imagens HDR a partir de arquivos JPEG

Esta é a segunda parte do artigo sobre fotos HDR. Primeiro, falei um pouco sobre o método tradicional de criação desse efeito; hoje preparei para vocês este pequeno tutorial, que mostrará como criar uma "falsa HDR" a partir de arquivos JPEG. Para entender o que são imagens HDR e como conseguir esse efeito através da combinação de três fotos semelhantes, clique aqui e veja a primeira parte do artigo.

Arquivo JPEG

Arquivo JPEG após edição: a falsa HDR

As imagens que utilizarei aqui foram retiradas do Flickr do Christiaan L, que também costuma fazer uso dessa técnica para conseguir fotos diferenciadas. Ele diz o seguinte: "Would you buy an expensive D-SLR, expensive lenses, and lots of filters, when you can get similar effects with just a cheap compact camera and cheap tripod?" (em português: Você compraria uma D-SLR cara, lentes caras, e um monte de filtros, quando você pode conseguir efeitos semelhantes com apenas uma câmera compacta barata e um tripé barato?). Assim como eu, muitos leitores do blog não têm condições de investir pesado em coisas desse tipo no momento - por isso que dividi o tutorial: a parte tradicional e a parte "acessível" ;)

Não vou falar novamente sobre as diferenças entre D-SLR e câmeras automáticas, não é esse o ponto. O que importa é que é possível conseguir um efeito similar com arquivos JPEG. Para começar, você pode escolher qualquer arquivo com essa extensão que já tenha salvo no computador.


> 1ª PARTE: DO PHOTOSHOP AO PHOTOMATIX

Nada de pânico: são oito passos super simples, você terminará essa parte em poucos minutos.
  • Abra sua imagem no Photoshop
  • Pressione Ctrl+M para abrir a ferramenta "curvas" e aumentar o brilho da foto
  • Salve a imagem com um outro nome, semelhante ao original
  • Desfaça as curvas pressionando Ctrl+Alt+Z
  • Salve novamente (escolha um nome parecido com o das duas outras imagens)
  • Abra as imagens no Photomatix para que a HDR possa ser criada (veja aqui como fazer o download do programa e o tutorial que ensina o passo-a-passo para criar sua HDR)
  • Pronto! Agora só faltam mais alguns ajustes...

> 2ª PARTE: TONE MAPPING


Agora você já criou sua HDR - lembre que inicialmente ela parecerá bem feia, não se assuste. Serão necessários alguns ajustes no Photomatix, e para isso utilizaremos o
Tone mapping.

Tela de edição do Tone Mapping

O Tone mapping fica na palheta à esquerda. Nesse momento, configuramos a HDR para que ela possa ser transformada em uma foto com profundiade de cor menos abrangente, mas já com a aparência desejada.

Existem várias opções de
Tone mapping, e a melhor forma de descobrir como elas funcionam é criando diferentes HDR's e... fuçando nos botões! Se você não sabe por onde começar, dá para conseguir uma boa edição usando as opções da aba Details enhancer:

- Strength:
é a força da HDR, ou seja: o quanto que você quer misturar das diferentes exposições numa única imagem. Quanto menor o valor, mais discreta será sua HDR; quanto maior, mais forte será a edição.

- Color saturation:
saturação. Quanto maior o valor, mais colorida (cores mais saturadas) ficará sua imagem.

- Light smoothing:
uma das opções mais importantes. Note que, ao selecionar a primeira “bolinha”, sua foto ficará um tanto forçada e cheia de halos nas bordas. A última “bolinha” significa máxima suavização do efeito.

- White point:
essa opção define um ponto de luminosidade, clareando a cena.

- Black point:
essa opção define um ponto de sombra, escurecendo a cena.

- Gamma:
possui uma característica diferente das opções de gamma que nos são familiares. Essa opção utiliza a luminosidade da cena para mostrar mais detalhes.

- Process:
após fazer as edições desejadas, você clica nesse botão para processar a imagem e transformá-la em um arquivo que pode ser exportado (salvo) em outros formatos. Assim você pode continuar editando a foto em outros programas, como o Photoshop.


É isso: você pode brincar à vontade com as opções de Tone Mapping e criar imagens interessantes. Solte sua imaginação!


(+) BÔNUS!

Caso você ainda não se sinta confortável para mexer nos comandos do Tone Mapping, pode seguir as dicas abaixo para editar sua imagem:
  • Luminosity: entre -2 e +2
  • Strength: entre 30% e 60%
  • Saturation: entre 30% e 50%
  • White point: posicione o slider próximo à metade da barra
  • Black point: posicione o slider a cerca de 1/10 da barra (da esquerda para a direita)
  • Smoothing: quanto mais alto, melhor


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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fotos HDR (parte I): o método tradicional

Na semana passada eu recebi um e-mail da Andreia, do blog Momentos (não deixem de conferir - tem várias fotos lindas por lá!), sugerindo que eu falasse um pouco sobre fotos HDR aqui no Ajuste o Foco.

E agora você deve estar pensando: mas o que são fotos HDR? Essa sigla é a abreviação de high dynamic range photos (em português: fotos com alto alcance dinâmico ). A maneira tradicional de conseguir uma dessas é fotografando em
RAW (para o nosso azar, a maioria das câmeras automáticas salva os arquivos automaticamente em formato JPEG); além disso, é preciso conseguir três imagens exatamente iguais, mas com diferentes tempos de exposição: uma sub-exposta, uma normal e uma super-exposta (clique aqui para entender como isso funciona). Uma vez que você tem as fotos, é preciso juntá-las com um programa específico - veja o exemplo abaixo:

Foto: Claudia Regina

Maaas não existe apenas uma maneira de conseguir um efeito parecido com o da foto acima - ainda bem! Sendo assim, resolvi dividir o assunto em duas partes: a primeira mostrando a maneira tradicional de conseguir esse efeito, e a segunda ensinando a transformar qualquer arquivo JPEG em uma "falsa HDR".


> O MÉTODO TRADICIONAL


Antes de mais nada, certifique-se de que sua câmera possui tudo que é preciso para conseguir esse efeito da maneira tradicional. Geralmente isso só é possível com câmeras D-SLR, mas algumas automáticas também oferecem as opções necessárias. Sua câmera precisará:
  • permitir o ajuste manual do tempo de exposição
  • salvar o arquivo em RAW (o processo pode ser feito com arquivos JPEG também, mas com RAW a qualidade da imagem final será melhor)
Além disso, você precisará de um tripé ou uma superfície estável para apoiar sua câmera. Escolha um assunto imóvel, pois serão necessárias três imagens idênticas (o ideal é começar com landscapes). Verifique também se sua câmera possui a função AEB (Auto Exposure Bracketing): esse recurso programa a câmera para tirar as fotos com diferentes exposições sem precisar refazer os ajustes (isso mesmo: com um clique, a máquina irá tirar uma foto sub-exposta, uma normal e uma super-exposta).

A função AEB numa Canon Rebel

Caso sua câmera não tenha a função AEB, você precisará fazer os ajustes manualmente entre uma foto e outra. Na primeira, o tempo de exposição deve ser -2 ou -1 (sub-exposição); na segunda, o tempo de exposição deve ser 0 (exposição normal); e na terceira, o tempo de exposição deve ser de +2 ou +1 (super-exposição).

Apóie a câmera sobre o tripé ou alguma superfície estável e faça as fotos com os diferentes tempos de exposição. Você também pode fazer mais alguns "trios" de fotos por precaução - afinal, o menor movimento pode prejudicar o resultado final.

Agora que você já tem as fotos, podemos passar para a edição.



> EDITANDO SUAS IMAGENS


O programa mais utilizado para editar e criar fotos HDR é o
Photomatix (faça o download da versão de testes aqui). Se você preferir, também pode utilizar o Photoshop. Neste tutorial* eu mostrarei o passo-a-passo utilizando o Photomatix.

Abra o programa e escolha a opção
Generate HDR Image:


O Photomatix vai pedir para você selecionar os arquivos-fonte. Vá em
Browse para escolher as fotos:


Selecione as três fotos com diferentes exposições (utilize
Shift ou Ctrl para selecionar mais de uma por vez):


Clique em
OK. Agora serão exibidas as opções de alinhamento e correção.

  • Align source images
Ao selecionar essa opção, o programa alinhará suas fotos. Mas se você utilizou um tripé e o modo AEB, provavelmente não será preciso habilitá-la: as fotos já estarão perfeitamente alinhadas. Se você não utilizou AEB, selecione a opção By correcting horizontal and vertical shifts.

Se você não utilizou nem tripé nem a função AEB, o ideal é selecionar a opção
By matching features, pois a probabilidade de as fotos terem ficado com algumas diferenças entre si é grande.

  • Attempt to reduce ghosting artifacts
Essa opção é para corrigir qualquer coisa que possa ter se movido na cena entre uma exposição e outra.

- Moving objects/people:
para corrigir pessoas ou outros objetos que se movimentaram entre as fotos.

- Background movements:
movimentos na própria cena (como nuvens e água).

Ao utilizar fotos em RAW, você também pode mudar algumas opções do formato (mas não há problema nenhum se deixar como está).


Clique em OK e espere até o programa criar sua HDR.



Após isso, você verá uma foto bem feia - mas tenha caaalma! É a sua HDR, mas nenhum monitor consegue “ver” a profundidade de cores de uma HDR; por isso só enxergamos um
preview bem limitado. Agora que a HDR foi criada, vamos para a parte mais importante: o Tone mapping.



O
Tone mapping fica na palheta à esquerda. Nesse momento, configuramos a HDR para que ela possa ser transformada em uma foto com profundiade de cor menos abrangente, mas já com a aparência desejada.

Existem várias opções de
Tone mapping, e a melhor forma de descobrir como elas funcionam é criando diferentes HDR's e... fuçando nos botões! Se você não sabe por onde começar, dá para conseguir uma boa edição usando as opções da aba Details enhancer:

- Strength:
é a força da HDR, ou seja: o quanto que você quer misturar das diferentes exposições numa única imagem. Quanto menor o valor, mais discreta será sua HDR; quanto maior, mais forte será a edição.

- Color saturation:
saturação. Quanto maior o valor, mais colorida (cores mais saturadas) ficará sua imagem.

- Light smoothing:
uma das opções mais importantes. Note que, ao selecionar a primeira “bolinha”, sua foto ficará um tanto forçada e cheia de halos nas bordas. A última “bolinha” significa máxima suavização do efeito.

- White point:
essa opção define um ponto de luminosidade, clareando a cena.

- Black point:
essa opção define um ponto de sombra, escurecendo a cena.

- Gamma:
possui uma característica diferente das opções de gamma que nos são familiares. Essa opção utiliza a luminosidade da cena para mostrar mais detalhes.

- Process:
após fazer as edições desejadas, você clica nesse botão para processar a imagem e transformá-la em um arquivo que pode ser exportado (salvo) em outros formatos. Assim você pode continuar editando a foto em outros programas, como o Photoshop.



(+) BÔNUS!


Se você ainda ficou com alguma dúvida, o site
How To: Take HDR Photos disponibiliza tutoriais em vídeo (em inglês) para diferentes tipos de câmera. Clique aqui para acessar o site e assistir os tutoriais.



(*) este tutorial foi feito com base nesse artigo.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Tudo que você deve saber para criar um um bom avatar

Nos últimos anos, as redes sociais vêm se multiplicando e assumindo um papel importante na vida de muita gente. Twitter, Orkut, Facebook, MySpace, Last.fm, Blogger... tudo chega até nós com uma velocidade impressionante - mas não é só a velocidade que impressiona: a cada minuto temos à disposição um volume de dados colossal, e mesmo que tivéssemos toda a boa-vontade do mundo, jamais conseguiríamos assimilar tanta coisa. Assim sendo, temos pouco tempo para analisar atentamente o perfil de outras pessoas e empresas disponíveis nessas redes; muitas vezes acabamos ficando mesmo é com a impressão que nos é transmitida através do avatar (ou você vai me dizer que nunca entrou no perfil de alguém só porque a foto lhe chamou a atenção?).

Mas o que fazer para conseguir um avatar que transmita algo sobre você àqueles que não o conhecem? No que você deve prestar atenção na hora de tirar uma fotografia para ser usada como avatar?



> PREENCHENDO A CENA


O principal segredo de um bom avatar? Simplicidade. A menos que você faça questão, não há necessidade de incluir nada além de você mesmo no enquadramento. Muita informação numa mesma cena pode deixar o avatar confuso, ou talvez ele fique incompreensível em tamanho pequeno (lembre-se que uma imagem genial em tamanho grande pode ficar simplesmente feia quando reduzida) . Como eu disse acima, pouca gente tem tempo (e paciência) para analisar atentamente uma imagem - os poucos segundos que alguém dedica para observar nossa foto podem fazer toda a diferença.

Foto: istanbulmike


Foto: Randy

Observe a imagem acima: à primeira vista, ela até pode parecer uma boa imagem para ser usada como avatar. Mas ainda que o foco esteja no sujeito, o fundo apresenta muitos elementos. Veja abaixo a versão reduzida: é ou não é um avatar confuso?



> EXPLORE OS ÂNGULOS


Modelos profissionais sabem aproveitar muito bem os ângulos para conseguir boas fotos - e nada impede que você também faça uso desse recurso. Não existe uma fórmula pronta, ou um ângulo mágico: você precisará testar. Fotografe com a câmera acima de você, abaixo... tente todas as opções possíveis, até achar o ângulo ideal para o seu caso!



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