domingo, 13 de março de 2011

53 temas semanais para o seu projeto 365

No começo do ano passado, falei aqui sobre a grande quantidade de "projetos 365" que encontrei através do Flickr. Aquele foi um dos artigos de maior repercussão desde a criação do blog, e vários leitores mandaram e-mails comentando que haviam começado seu próprio projeto 365.

Na época em que o artigo foi publicado, confesso que tinha a real intenção de começar o meu também, mas só de pensar em arranjar assunto para tanta foto, todos os dias... acabei nem começando. Até que hoje encontrei um artigo muito bom no DPS, com idéias interessantes para um projeto desse tipo.

Abaixo, uma lista com 53 temas - um para cada semana. Você pode incluir assuntos de seu interesse ou explorar ao máximo cada um dos itens abaixo; lembre-se que a tabela serve apenas como um ponto de partida para suas próprias idéias.


> TÓPICOS 

semana #01 juventude
semana #02 memórias
semana #03 café-da-manhã
semana #04 calor
semana #05 cansaço
semana #06 água
semana #07 cercas
semana #08 festa
semana #09 preto e branco
semana #10 flores e folhas
semana #11 espelhos
semana #12 sono
semana #13 vizinhos
semana #14 pôr-do-sol
semana #15 partes do corpo
semana #16 bicicletas


semana #17 macro
semana #18 observadores
semana #19 vento
semana #20 panning
semana #21 romance
semana #22 sombras
semana #23 automóveis
semana #24 frio
semana #25 ânimo
semana #26 insetos
semana #27 balanços

semana #28 trabalho
semana #29 rente ao chão
semana #30 tempo
semana #31 sépia
semana #32 paz
semana #33 pimenta
semana #34 acima de nós
semana #35 família
semana #36 tentação
semana #37 cores
semana #38 desafio
semana #39 pais
semana #40 música
semana #41 texturas
semana #42 vegetais
semana #43 sorrisos
semana #44 raiva
semana #45 cozinha


semana #46 ferramentas
semana #47 mães
semana #48 silhuetas
semana #49 cenas da rua
semana #50 máquinas
semana #51 árvores
semana #52 janelas
semana #53 velhice

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Qual é a função do fotômetro?

O fotômetro (metering mode, em inglês) serve para nos auxiliar a medir a quantidade e a intensidade da luz que será capturada através da lente. Sua escala de medição varia entre -2EV e +2EV, sendo que 0EV representa a exposição ideal.

Existem modelos de fotômetros externos ou embutidos na própria câmera, bem como modelos manuais (imagem abaixo).


A maioria das câmeras compactas permite o ajuste manual desse valor; entretanto, outros valores (como ISO e velocidade do obturador, por exemplo) também podem alterá-lo.


> MODOS DE MEDIÇÃO

Medição média: é o ajuste automático padrão de todas as câmeras compactas. Leva-se em consideração a quantidade de luz disponível em toda a cena, e é de acordo com esse valor que será feita a calibração do obturador e do diafragma. Recomenda-se esse modo de medição para cenas bem iluminadas e com baixo contraste.

Medição centralizada média: um pouco mais precisa do que a anterior, prioriza a  luz presente na área central. Essa medição é indicada para situações em que a iluminação do objeto central da cena é um pouco diferente da iluminação do fundo. Ideal para retratos.

Medição central ou Spot: para cenas em que a diferença entre a iluminação do objeto central e a do fundo são muito diferentes (como shows ou peças teatrais onde o palco é iluminado por holofotes, por exemplo). A fotometria é medida pela parte central do visor da câmera , descartando-se as informações do resto do cenário. O importante nesse modo é mirar o ponto central (spot) no objeto a ser medido, que não necessariamente precisa estar no centro do enquadramento (dei essa dica nesse artigo).


> FOTÔMETRO MANUAL

O site Câmara Obscura disponibilizou uma versão para impressão do um mini-guia  que desvenda os mistérios do fotômetro manual. Aqui.


> COMPENSAÇÃO DE EXPOSIÇÃO

Todas as câmeras fotográficas possuem esse recurso. Como o próprio nome sugere, ele serve para compensar exposições incorretas, que podem ser causadas por inúmeros fatores. Mas ele não serve exclusivamente para corrigir: você também pode fazer uso desse recurso para criar diferentes climas em suas fotos.

Através da regulagem desse valor, é possível programar sua câmera para que ela absorva uma maior ou menor quantidade de luz e evitar que a imagem fique super ou sub-exposta. Grosso modo, pode-se dizer que


de -0.3EV até -2EV = a câmera absorverá menos luz


de +0.3EV até +2EV = a câmera absorverá mais luz

Ao compensar a exposição, você estará informando à câmera que a medição de luz em determinada cena não é adequada e que ela deverá, portanto, capturar uma maior ou menor quantidade de luz.



Para que as sombras ficassem mais acentuadas na foto acimacompensei a exposição com -0.7EV 


Só não esqueça de reajustar o valor EV para 0 (zero) ao final da sessão ;)
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Foto do leitor: Neto Miguel

Nesta edição da Foto do leitor conto com a participação de Neto Miguel. Confira abaixo as fotos dele e a mini-entrevista, e se você também quiser mandar suas fotos para serem publicadas aqui, entre em contato através do e-mail ajusteofoco@gmail.com.


> MINI-ENTREVISTA + FOTOS

Quando você começou a se interessar por fotografia?

Faz muito tempo que me interesso por fotografia. Há uns 4 anos, tinha uma câmera MUITO RUIM MESMO, aquelas que compra por telefone, sabe? Aí ficava tirando foto de todos os encontros com amigos, mas não entendia muito bem porque as minhas não ficavam tão boas. Mas nem encanei muito, nem era ligado com isso e deixei pra lá. Em setembro de 2009, ganhei a minha câmera atual (Sony DSC-H20) e a partir daí não parei mais MESMO. Comecei a pesquisar muito sobre todos os assuntos relacionados a fotografia, composição, enquadramento, tratamento etc e nomes de outros fotógrafos, foi quando virei fã de vários, a maioria aqui do Brasil mesmo.

Acho que é minha foto favorita e foi muito impensada. Estava rolando um encontro da minha classe na piscina, peguei a câmera e cliquei. A fumaça ficou surreal. E a menina é a minha melhor amiga.Combinou


Qual estilo de fotografia mais te atrai? (landscape, retratos, preto e branco, etc.)

Gosto muito de retratos e principalmente de fotografia de shows.


Já fez algum curso na área?

Nunca, só leio muito pela internet. Pretendo, o ano que vem, fazer faculdade de fotografia.

Foi feita no intervalo de uma sessão de fotos que estava fazendo de uma menina. Ficou cru, mas gostei do resultado com a edição. 


Qual equipamento utiliza? 

Somente uma câmera compacta, a DSC H20, da SONY.


Você tem algum "truque" na hora de fotografar, alguma dica que possa ser partilhada com todos que lêem o blog?

Não sei se é uma dica muito boa mas, sempre tiro mais de uma foto do mesmo local/objeto/paisagem, mudando um pouco o enquadramento, composição etc.

Essa fiz num lugar abandonado aqui da minha cidade, sai dar uma volta com essas duas amigas e saiu isso. Gostei bastante do resultado final!


Ídolos?

Sou fã de vários fotógrafos brasileiros, a maioria que fotografa bandas. Alguns: César Ovalle, Gustavo Vara, Coletivo BLACKBOX. São muitos!



Mais fotos do Neto estão disponíveis nos seguintes endereços:
http://www.flickr.com/photos/netaao


Agradeço ao Neto Miguel pela participação!
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Texturas

Textura - uma das palavras que mais vi por aí, soltas ao acaso em sites e blogs de fotografia, pelo Flickr... confesso que nunca me ative a esse tema a ponto de aprofundá-lo. Mas a curiosidade acabou me levando a pesquisar um pouco sobre isso, e o resultado é este pequeno post.

 

Enfim: textura é o que nos permite imaginar como é a superfície que estamos vendo nas fotos - como se pudéssemos sentir o material do qual ela é feita. 


> ÁRVORES, FLORES E FOLHAS 

Mesmo morando em centros urbanos, sempre é possível dar uma volta e encontrar, logo ali, diversas opções de árvores, folhas, galhos, flores para fotografar. Flores secas, folhas viçosas, galhos emaranhados... basta um passeio até a pracinha da esquina para constatar como é grande a variedade.

Foto: Tuane Eggers 


> METAL 

Do aço frio de um garfo pousado sobre a mesa à ferrugem de um velho navio encalhado, também temos várias opções. Observe as vigas de um ginásio, o traçado das grades ao longo da calçada, as rodas de uma bicicleta, etc.




> PEDRAS 

Preciosas, afiadas, polidas, brutas: pedras. Até mesmo uma trilha de pedregulhos pode guiar o olhar do observador para um ponto de interesse em sua foto.

Foto: Batikart 


> MADEIRA 

A mesa do seu escritório, troncos de árvores enfileiradas ao longo de um lago, raízes, lenha em brasa, lascas...


Foto: Brandon Christopher Warren 


> TIJOLOS E PARALELEPÍPEDOS 

Talvez essa seja a mais pop dentre as texturas. Muros e tijolos estão por toda a parte, basta dar uma olhada através da janela. Além disso, as linhas da junção dos tijolos com o cimento podem criar formas geométricas e padrões interessantes.


Foto: Joep R. 


> TINTA 

Podemos aproveitar desde a cremosidade da tinta molhada até as bolhas e ranhuras que se formam quando ela começa a envelhecer.
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domingo, 10 de outubro de 2010

Qual é a função de um histograma?

Na categoria das ferramentas mais mal-compreendidas, o histograma certamente ocupa seu lugar entre os primeiros da lista. Algumas pessoas dizem que não conseguem viver sem; outras, sequer imaginam para que serve e como utilizá-lo na hora de fotografar.
Pois bem: para esclarecer de uma vez o que são histogramas e como decifrá-los, escrevi este artigo. Pegue sua câmera e vamos aos testes!


> PARA QUE SERVE, AFINAL? 

Um histograma pode nos dar muitas informações, como: 
  • se a imagem foi exposta corretamente
  • se o tipo de luz era dura ou suave
  • quais ajustes funcionam melhor em sua câmera
Nas imagens, cada pixel tem uma cor, que por sua vez foi produzida através de uma combinação de cores primárias (vermelho, verde e azul - ou RGB: red, green e blue). Cada uma dessas cores pode ter um brilho, que varia de 0 a 255 numa imagem digital com profundidade de bits de 8-bits. Um histograma RGB é produzido quando o computador varre a imagem em cada um desses valores de brilho RGB e conta quantos pixels há em cada nível de 0 a 255. O resultado dessa varredura é um histograma semelhante ao da imagem acima. 


> TONS

Gama tonal é o nome da região onde a maioria dos valores tonais se encontra. A gama tonal pode variar bastante de uma imagem para outra; portanto, desenvolver um conhecimento acerca de como os números se transformam em valores de brilho é essencial. Não existe um modelo de histograma ideal a ser seguido - cada histograma deve, simplesmente, seguir a gama tonal que o fotógrafo pretende transmitir.

Existe um mito que diz que para a exposição estar correta o gráfico do histograma deve criar uma montanha simétrica (semelhante ao exemplo abaixo), e que se as colunas tenderem para a esquerda ou para a direita a foto sairá super ou sub-exposta. Mas é preciso lembrar que algumas cenas jamais atingirão uma representação como a do gráfico acima. Acontece, por exemplo, quando você enquadra paisagens noturnas ou cenas com predomínio de tons claros. O gráfico irá tender para a esquerda ou para a direita, inevitavelmente, e nem por isso a exposição correspondente será incorreta.



Veja os exemplos abaixo, que resumem o que acabei de explicar:


O close numa flor bege faz com que os registros do histograma se concentrem à direita

Aqui a imagem está com uma boa exposição: os registros estão distribuídos por todo o histograma, os detalhes das partes escuras da imagem foram preservados

 Ainda que haja concentração de dados à esquerda do histograma, esta foto também está bem exposta: é possível ver os detalhes das sombras
Já os exemplos abaixo nos mostram quando um histograma pode denunciar uma imagem lavada ou sub-exposta:

Sub-exposição



Exposição normal



Super-exposição 
> CONTRASTE 
Um histograma também pode descrever quanto contraste há numa determinada imagem. Contraste é a medida da diferença de brilho entre as áreas claras e escuras de uma cena. Histogramas largos são típicos de cenas com bastante contraste; histogramas estreitos resultam de imagens com menos contraste, que podem parecer achatadas e sem-graça. 

O contraste alto ou baixo pode ser determinado por uma combinação de fatores de luz e sujeito. Assim: fotos tiradas em condição de neblina ou fumaça terão baixo contraste; fotos tiradas sob sol forte, por outro lado, terão contraste muito mais alto.




O contraste pode ter um impacto visual muito grande se o objetivo é enfatizar texturas (como é o caso da imagem acima, por exemplo). A imagem em alto contraste tem sombras mais profundas e brilho mais pronunciado, criando texturas que saltam aos olhos do espectador.

A medida do contraste também pode variar de acordo com a região de uma mesma imagem, se houver diferentes condições de luz e sujeito nela. Observe a imagem abaixo:



A região ao topo contém mais contraste que as outras, pois a imagem é criada a partir da luz que é refletida diretamente dos objetos. Isso produz sombras mais profundas logo abaixo do barco, e brilhos mais fortes nas áreas acima e expostas. As regiões do meio e de baixo são inteiramente produzidas por luz difusa, luz refletida pela superfície da água, e por isso têm menos contraste - como se a foto fosse tirada sob neblina. 

A região de baixo tem mais contraste que a do meio (apesar de apresentar um céu com um único tom de azul), porque ela contém uma combinação de sombra e luz intensa do sol. As condições de luz na parte de baixo criam brilhos mais acentuados, mas mesmo assim ela não apresenta as mesmas sombras profundas que a região do topo. A soma dos histogramas das três regiões produz o histograma geral (abaixo).

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Edward Burtynsky

Conheci recentemente o trabalho de Edward Burtynsky. Veio ao encontro de algo em que eu já vinha pensando há muito tempo. Morar numa metrópole (ainda que seja numa metrópole provinciana, como é o caso de Porto Alegre) tem seus custos à saúde mental: como continuar vivendo sem perder o sentido, se ali fora da janela do ônibus se escancara a repetição, o excesso e a irracionalidade desse way of life que levamos? Parece que Burtynsky também refletiu sobre isso.
 

Ele é um fotógrafo canadense mundialmente reconhecido por seu trabalho, que retrata cenários industriais e minérios. Descendente de ucranianos, nasceu em 1955, em St. Catharines (Ontario), e estudou na Graphic Art at Niagara College in Welland. Em suas fotos, Burtynsky explora a delicada relação entre natureza e indústria; disse que grande peso teve em sua formação o contato com instalações de uma fábrica da General Motors em sua cidade natal desde cedo.
 
> CHINA
A exposição China rodou pela Ásia, EUA, Canadá e Europa entre 2003 e 2005. As fotos abaixo, que mostram o cotidiano em fábricas da província sulista de Guangdong, fazem parte dela
90% dos enfeites de Natal são de origem chinesa.
29% dos televisores.
75% dos brinquedos.
70% dos isqueiros.
Esses dados monstruosos escondem algo ainda mais perturbador: como vivem as pessoas por trás das fábricas, as pessoas que rodam as engrenagens desse sistema? Alojamentos, refeitórios e linhas de produção: pessoas dispostas num padrão, como se fossem nada mais que peças dessa engrenagem.
 


Para conhecer melhor o trabalho de Edward Burtynsky, acesse seu site oficial.
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Fotos célebres: central elétrica de Battersea

Aposto que ninguém sabe onde fica, mas ah que já viram essa central elétrica algumas vezes na vida!


A famosa central elétrica fica em Londres. A foto foi tirada em dezembro de 76 e imortalizada em janeiro de 77, com o lançamento do álbum Animals, do Pink Floyd. O colossal porco rosado que aparece junto à fumaça é na verdade um balão cheio de hélio; estava amarrado a uma das chaminés, mas se desprendeu logo após o registro da foto; foi perseguido pelos helicópteros da polícia e voou livre até Kent, onde foi detido pelos tiras.

Após o episódio, não se teve mais notícias do porco.


Quanto à central elétrica, foi desativada e abandonada em 83, sendo às vezes utilizada para eventos artísticos e espetáculos. Também esteve presente nos filmes Sabotage, de Alfred Hitchcock; Help, de Richard Lester (com os Beatles como protagonistas); e Full Metal Jacket, de Stanley Kubrick.

As fotos abaixo são de autoria de
Mark Obstfeld.

A hera faz com que o tanque pareça um mero souvenir,
deixado para trás após uma exposição de arte chinesa em 2006.

E se você quiser saber mais Battersea, pode visitar o site oficial da central elétrica.
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