sexta-feira, 29 de maio de 2009

Começando a desenvolver sua técnica - parte III: enfrentando a crítica

Esta é a terceira e última parte da série Começando a desenvolver sua técnica. Para uma compreensão global do assunto, sugiro que você leia também a primeira e a segunda parte da série.


Você já fez alguns ensaios experimentais e acha que conseguiu bons resultados, mas ainda não os compartilhou com (quase) ninguém. Talvez você ache que precisa estar mais bem preparado para mostrar aos outros o seu trabalho, ou que tem material insuficiente.

A decisão de expor suas fotos é muito pessoal, mas o fato é que em algum momento você vai ter que passar por isso. Portanto, quando você achar que tenha produzido algo interessante, mostre a seus amigos e/ou familiares mais próximos um slide show com suas melhores imagens. Assegure-se de poder contar com a opinião sincera dessas pessoas, a fim de poder melhorar algum ponto ou direcionar seus próximos passos para o melhor caminho.



> MAS A CRÍTICA É TÃO IMPORTANTE ASSIM?


Muito mais do que parece. Em geral, nossa autocrítica não nos deixa perceber certas coisas que ficam óbvias para outras pessoas que não estão tão envolvidas com o assunto. Pode ser que suas fotos estejam muito melhores do que você imagina, e um incentivo (ainda mais para quem está começando no ramo) é sempre bem-vindo.

Mas atenção: independente de qual seja a avaliação das pessoas, mantenha os pés no chão. Se você conseguir impressioná-las ou se ninguém achar suas fotos tão interessantes, lembre-se de que está apenas começando na área e que ainda tem muito a aprender. Ou seja: não fique se achando o máximo, nem o mínimo.

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Começando a desenvolver sua técnica - parte II: treino diário

Esta é a segunda parte da série Começando a desenvolver sua técnica. Para uma compreensão global do assunto, sugiro que você leia também a primeira parte da série.

Técnica não vem de graça: não é o fato de você ter uma câmera e conhecer suas funções básicas que vai fazer com que suas fotos saiam magníficas. Antes de mais nada, você precisa estar o mais integrado possível à sua câmera, conhecer seu potencial e seus defeitos, para saber o que esperar ao fotografar.

> LEVE SUA CÂMERA JUNTO... AONDE QUER QUE VOCÊ VÁ

Você está caminhando pela rua, a caminho do trabalho, e vê uma composição de cena tão, mas tããão digna de um registro fotográfico... e sua câmera está bem guardada em casa, a muitos quilômetros dali. Tudo bem, isso já aconteceu com todo mundo. Mas convenhamos: não há motivo para repetir a mesma cena sempre e sempre.



Não vou dizer que não existam razões para deixar a câmera em casa, mas... como diriam nossas avós: a ocasião faz o ladrão. Ou seja, quando você se deparar com uma cena sensacional, vai estar preparado.


> UM NOVO DESAFIO A CADA DIA

Tá certo, tá certo: não é todo dia que estamos inspirados e morrendo de vontade de tirar fotos. Isso acontece comigo, com você e até mesmo com aqueles fotógrafos geniais que tanto admiramos.

Mas vou contar uma coisa: é muito mais fácil do que você imagina driblar isso, tão fácil que está ao alcance de todos que têm o mínimo de boa-vontade.

O segredo? Estipule uma meta – uma meta atingível e simples – de uma boa fotografia por dia. Não uma foto da sua própria cara, nem da sua sala ou do seu cachorro - mas algo inédito e desafiador.

Achou vaga demais essa idéia? Explico: você pode tirar fotos inspiradas em diferentes idéias.

Ainda não ficou claro? Anote algumas dicas:


- assista algum filme (ou pense em algum que já tenha visto) e tente retratar uma imagem que represente a sua visão sobre o assunto;

- convide um amigo para posar como seu modelo e faça uma história em forma de tirinha fotográfica;

- ouça uma música e entre no clima;

- leia um trecho de algum livro ou conto pequeno e tente expressá-lo através de sua lente.

Enfim, existem muitas outras idéias para você treinar sua técnica, mas só essas poucas que citei acima já vão render assunto durante um bom tempo!


> EXPERIMENTE


De nada vai adiantar uma boa idéia se ela for usada para tirar apenas uma foto (ok, essa justificativa até é válida se a sua câmera for analógica – o que é um tanto improvável). Mas precisamos encarar a realidade: de um ensaio com 20 fotografias, talvez
apenas uma ou duas sairão do jeito que você espera - portanto, para conseguir uma boa fotografia você precisará de um pouco mais do que 5 minutos de dedicação.

Pense em quais elementos você utilizará para o seu cenário, a forma que você vai dispô-los e enquadrá-los. Tire algumas fotos, experimente diferentes tipos de foco, de WB, de enquadramento, flash ligado e desligado... antes mesmo de conferir o resultado do seu ensaio, garanta que terá o maior número de alternativas possíveis à sua disposição. Geralmente, a foto que esperamos ser a melhor de todas não ficará tão boa assim, e a eleita para foto do dia acabará sendo uma das opções que você deu pouca importância.


Apenas testando combinações diferentes e conhecendo bem sua câmera que você conseguirá tirar fotos melhores. Pratique!


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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Começando a desenvolver sua técnica - parte I: observação

Começo hoje uma série que apresentará algumas alternativas para você desenvolver sua técnica fotográfica. Neste primeiro capítulo abordarei o tema observação.


À primeira vista parece um assunto simples, tão simples que nem precisaria de uma análise mais detalhada. Mas veremos que, se soubermos o que e como observar, certas coisas podem nos ser muito mais úteis do que imaginamos.


> FLICKR

Quando ouvi falar no Flickr pela primeira vez, há alguns anos atrás, pensei que fosse uma versão do Yahoo para o famigerado Fotolog. Demorei certo tempo até começar a acessá-lo, justamente por não ter muito interesse em fotoblogs.


Mas tenho que admitir: o Flickr realmente conseguiu me surpreender!


Na verdade, o Flickr até pode ser utilizado como uma espécie de fotoblog; mas para quem souber explorar todos os recursos que ele oferece, poderá se tornar uma ferramenta de grande utilidade.


Para aqueles que nunca navegaram pelo Flickr, aí vão algumas dicas:


- criando sua conta:
se você ainda não tem uma conta no Yahoo, crie a sua! Ela será necessária para que você possa criar seu próprio Flickr.


Ainda que você não tenha fotos para postar (ou não tenha interesse em postá-las agora), sua conta lhe permitirá a participação nos fóruns e a opção de favoritar as imagens que mais lhe interessarem, além de poder adicionar à sua lista de contatos outros usuários cujo trabalho você deseje acompanhar.


- comentando fotos de outros usuários:
além de poder postar suas fotos, você também poderá deixar comentários e fazer observações nos álbuns de outros usuários.


Daí você vai me dizer “Ok, legal. Mas se eu quisesse fazer parte de uma rede apenas para me socializar, escolheria o Orkut ou algo do gênero”. Não é bem esse o propósito.


Provavelmente você adicionará aos seus contatos muitas pessoas que não conhece nem nunca vai conhecer pessoalmente, mas elas estarão ali porque você admira o trabalho delas e/ou elas admiram o seu. É interessante que você mantenha contato constante com essas pessoas, comentando em algumas de suas fotos regularmente (o Flickr mostra as atualizações de seus contatos na sua página inicial). Elas certamente retribuirão a gentileza comentando nas suas fotos, e quanto maior for a sua popularidade, maiores serão suas chances de ganhar algum destaque no Flickr.


O Flickr tem uma espécie de medidor de popularidade, onde você visualiza o número de exibições de cada uma de suas fotos – uma boa forma de analisar o que vem dando certo e focar sua técnica nisso. Mesmo entre os fotógrafos profissionais, é raro encontrar alguém que seja bom em vários campos; comece especializando-se em apenas uma área para depois expandir para outras. E também não podemos relevar o fato de que muitas pessoas que atuam no ramo da fotografia postam seu material ali... alguém pode gostar de suas fotos e vir a se tornar um excelente contato profissional. Esse é o propósito de manter uma boa rede de contatos no Flickr.


- enviando suas fotos para os grupos:
os inúmeros grupos disponíveis no Flickr funcionam como vitrina de fotos e fórum. Você procura os grupos que lhe interessam (por exemplo: landscape, retratos, fotografia noturna sem flash, preto e branco, etc.); caso o grupo não exista – o que é muito difícil, tendo em vista a infinidade de grupos disponíveis no Flickr – você poderá criá-lo.


Agora que você já entrou no grupo, pode analisar as fotos relacionadas ao tema postadas por outros usuários e enviar as suas próprias fotos. É uma boa forma de divulgar seu trabalho e conseguir novos contatos.


- a grande sacada:
o sistema de buscas do Flickr é baseado nas tags que os usuários atribuem às imagens (por exemplo: 1960’s, verão, moda, luz-natural). Logo, isso permite que você procure as imagens e estilos que desejar, e cada busca resultará em inúmeras galerias de fotos diferentes. Nunca mais lhe faltará inspiração!


- a outra grande sacada:
o Flickr também disponibiliza os dados técnicos de cada imagem (isto é: se o usuário permitir a publicação desses dados, o que acontece em 98% dos casos).


Observe clicando neste exemplo, retirado de um dos álbuns da querida estilista Helen Rödel. Veja que à direita da foto constam alguns dados, como marca e modelo da câmera utilizada, data em que foi tirada, programa de edição utilizado (se você clicar em mais propriedades, poderá ver dados mais específicos, como distância focal, ISO, exposição, etc.)


Portanto, se você começar a se sentir despreparado, pensando que tem gente fazendo coisa melhor por aí e blá blá blá, dê uma olhada na ficha técnica das imagens. Pois é: praticamente todas as fotos deslumbrantes pelas quais você baba apontarão para isso: uma boa D-SLR e modificações no Photoshop. A-ha! Lembre-se: você está começando a desenvolver sua técnica e não tem equipamento profissional, evite esse tipo de comparação. O Flickr deve servir como fonte de inspiração, não como calvário.



> OBSERVAÇÃO DIRETA


É algo simples de incorporar ao seu dia-a-dia. Quer ver?


Basta você prestar um pouco mais de atenção às coisas que lhe rodeiam:


- observe o enquadramento e a composição nos filmes que você assiste


- visite alguma galeria de fotos e observe a técnica que o fotógrafo utilizou


- imagine mentalmente como você enquadraria alguma cena que está se passando nas proximidades


Enfim, são coisas simples. E se você começar a colocá-las em prática, notará rapidamente uma grande mudança!

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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Aos amantes de gatos

Hoje encontrei por acaso um blog muito interessante: a idéia é a mesma do The Sartorialist, que traz fotos de pessoas em situações diversas pelas ruas de várias cidades do mundo, mas... com gatos! Isso mesmo: gatos!


Gatinho clicado nas ruas de Paris


O The Catorialist mostra fotos de gatinhos fofos de todo o mundo. É simplesmente irresistível para os amantes de gatos (como eu)!

Sob o sol de Tokyo

Postei aqui apenas duas fotos, mas o blog tem inúmeras imagens adoráveis. Clique aqui e veja muuuitos gatos fofos!

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

10 motivos para investir em um tripé para sua câmera

Aposto que em algum momento você já deve ter pensado: "como seria bom se eu tivesse um tripé para apoiar minha câmera...". Já pensou? Eu já, e várias vezes.

Enumerei os motivos pelos quais eu deveria comprar um para mim, e as vantagens são tantas, que agora vou comprar mesmo! Olha só:
1 - Dá para tirar fotos suas mais elaboradas, sem aquele braço aparecendo no canto.

2 - É barato: pesquisei um pouco, e o preço médio de um tripé é R$100,00 (dependendo do site, você ainda pode parcelar o valor em mais vezes).

3 - Você já imaginou um retrato seu, pediu para alguém tirar a foto, e não ficou nem próximo daquilo que você tinha em mente? Com um tripé, você poderá montar o cenário, visualizar o posicionamento através da tela, ajustar o timer e participar da foto.

4 - É fácil de carregar: geralmente, tripés para câmeras automáticas são leves e medem menos de 20 centímetros (dobrados).

5 - Suas fotos não sairão tremidas: nada mais chato que ver que aquelas fotos da família que não se reunia há anos saíram com uma aparência fantasmagórica, certo?

6 - É garantia de boas fotos de assuntos em movimento.

7 - Você poderá tirar fotos com um tempo de exposição longo.

8 - Compatibilidade: se você algum dia trocar de câmera, possivelmente poderá continuar utilizando o mesmo tripé.

9 - Você já foi obrigado a usar o flash (a contragosto) para conseguir uma foto noturna decente? Se o problema não era falta de iluminação, mas luzes saindo borradas, um tripé pode ser a solução.

10 - Mãos livres: você não ficará segurando a câmera, portanto poderá modificar ou interferir no cenário.


E aí, vai comprar um tripé também?


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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Você já ouviu falar de Zach Gold?

Talvez você já tenha visto as fotos dele por aí. Quem sabe até tenha comprado um dos produtos anunciados através de suas fotos: ele foi escolhido para fotografar campanhas para a MTV, Intel, Warner Brothes, Sony Playstation e Nike.

O nome? Zach Gold.

Campanha para a Nike

Zach mistura fotos incríveis com uma boa edição de imagem para criar cenas fantásticas. Ele estudou na badalada Parsons School of Design e foi eleito, em 1997, um dos top 100 artistas com menos de 35 anos em Nova York.

Gold é mais conhecido por suas fotos para campanhas publicitárias, mas também faz belos ensaios de moda e cenas em movimento. Tais características atraíram a atenção de artistas como David Bowie, Iggy Pop, 50 cent e Willem Dafoe - que o contrataram para clicar as fotos de seus novos projetos.


Ensaio de moda clicado por Zach


> Veja mais fotos de Zach Gold aqui.

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sábado, 16 de maio de 2009

Automáticas x D-SLR - parte II: o obturador

Você certamente já deve ter visto alguma foto que lhe transmitiu uma certa sensação de movimento: uma avenida à noite, a rota traçada pelas estrelas no céu, a água de uma cachoeira... algo como a fotografia abaixo:

Foto de Terri Beitzel

Esse efeito é conseguido através do controle da velocidade do obturador. O obturador é uma espécie de "cortina" que expõe o sensor à luz durante o tempo especificado de acordo com a velocidade selecionada (nas câmeras analógicas, o obturador expunha o filme à luz). Isso também é conhecido como tempo de exposição.

Algumas câmeras automáticas mais antigas ofereciam esse recurso; já a minha Sony Cyber-shot W120 não o possui - uma das poucas queixas que eu tenho a fazer a respeito dela.


> MAS COMO ISSO FUNCIONA?


Quanto menor o tempo de exposição programado, menos luz será absorvida pelo sensor . Nas câmeras D-SLR, o controle da velocidade do obturador é utilizado em conjunto com a abertura do diafragma (falarei mais sobre esse assunto em breve).

Resumindo: se você pretende fotografar uma
corrida, deverá optar por um tempo de exposição baixo; se quer uma foto com efeito de movimento ou maior captura de luz, escolha um tempo de exposição alto.

Foto noturna com diferentes tempos de exposição
(todas com a mesma abertura do diafragma)

O tempo de exposição é normalmente dado no formato
1/x , onde x representa uma fração de tempo em segundos. Os valores comuns são:
  • 1/8000 s
  • 1/4000 s
  • 1/2000 s
  • 1/1000 s
  • 1/500 s
  • 1/250 s
  • 1/125 s
  • 1/60 s
  • 1/30 s
  • 1/15 s
  • 1/8 s
  • 1/4 s
  • 1/2 s
  • 1 s
  • B - mantém o obturador aberto enquanto o botão disparador estiver pressionado
  • T - pressiona-se o botão disparador para abrir e depois para fechar o obturador
Complicado? Muito menos do que parece. Assim: se você selecionar 1 s, o sensor ficará exposto durante 1 segundo; se selecionar 1/2 s, o tempo de exposição será reduzido pela metade - e assim por diante.


> QUAIS VALORES DEVO UTILIZAR?


Se você é um dos sortudos que possui uma câmera com ajuste manual do tempo de exposição, calma aí! É um recurso maravilhoso, mas é imprescindível que você tenha um tripé (ou uma superfície onde possa fixar a câmera) se quiser registrar imagens com longo tempo de exposição. Para conseguir uma foto como a da cachoeira acima, a câmera deve ser imobilizada - caso contrário, você registrará apenas um borrão.

Sendo assim, os números 1/125, 1/250, 1/500, 1/1000 ou mais, representam as maiores velocidades e devem ser usados para congelar a ação de uma cena em movimento; já os números 1/30, 1/15 ou menos, necessitam de um tripé, assim como os valores B e T.



Até mais!


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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Fotografias aéreas de Jason Hawkes

Eu estava dando uma olhada no FFFFOUND! - que é um verdadeiro arsenal de imagens inusitadas e intrigantes - e me deparei com estas duas fotografias:

Vista do prédio da Chrysler - Manhattan, Nova York


Blocos de apartamento - Honk Kong, China

Ambas foram registradas pelo fotógrafo Jason Hawkes, que é especialista em fotografias aéreas. Veja mais fotos dele aqui.

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Profissionais que utilizam câmeras automáticas: Paolo Pellegrin

Esta é a terceira e última parte da série "Profissionais que utilizam câmeras automáticas", e hoje falarei sobre Paolo Pellegrin. Veja também o primeiro e o segundo artigo da série, com os fotógrafos Alex Majoli e Christopher Anderson (respectivamente).

Paolo Pellegrin nasceu em Roma em 1964, e é fotógrafo contratado da revista
Newsweek. Junto com Thomas Dworzak, Alex Majoli e Ilkka Uimonen, Paolo é um dos membros-fundadores da exposição itinerante Off Broadway.

Com uma automática, Paolo registrou os efeitos do tsunami na Ásia

Em 1995, Pellegrin rornou-se famoso com uma reportagem sobre a aids em Uganda, que lhe rendeu os prêmios World Press Photo Award (Prêmio Mundial de Fotografia Jornalística) e o Kodak Young Photographer Award (Prêmio Kodak Jovem Fotógrafo - também conhecido como Visa D'Or).

Ele também fez trabalhos em locais como Kosovo, Ruanda, Camboja e Sudão. Paolo já lançou quatro livros e atualmente vive entre Roma e Nova York.


Restaurant Modern, Nyamata - Ruanda (2004)

> Veja mais fotos de Paolo Pellegrin aqui.

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Profissionais que utilizam câmeras automáticas: Christopher Anderson

Este é o segundo artigo da série "Profissionais que utilizam câmeras automáticas", onde falarei um pouco sobre Christopher Anderson. Veja também o primeiro artigo publicado, que mostra o trabalho de Alex Majoli.

Christopher Anderson é um renomado fotógrafo que já teve seus trabalhos publicados em diversas revistas em todo o mundo, incluindo a conceituada National Geographic.

Jumento retratado por Anderson na Palestina (2007)

Nascido na Columbia Britânica em 1970, Christopher também residiu com a família em Nova York e Paris. Em 1993 foi contratado como fotógrafo de um pequeno jornal no Colorado, de onde saiu em 1995 para trabalhar como freelancer.

Em 1996 foi contratado pela
U.S. News and World Report, onde começou a registrar questões sociais tais como os efeitos da crise econômica da Rússia, a situação dos refugiados afegãos no Paquistão e, mais recentemente, a eleição de Evo Morales na Bolívia. Em 1999, Anderson fez as fotos para uma reportagem que mostrava imigrantes haitianos que tinham como destino os Estados Unidos - desde então, o foco de seus trabalhos concentra-se no que ele define como "jornalismo experimental".

A partir de 2004, ele passou a utilizar apenas câmeras automáticas. Explicou que escolheu esse tipo de câmera
Por dois motivos. O tamanho das câmeras SLR era tão grande que eu não quis trabalhar com elas. A outra razão é por que eu gosto da cor que a câmera Olympus me fornece. Escolher uma câmera digital é quase como escolher um rolo de filme: cada sensor tem um esquema de cores diferente.

Foto tirada em uma das viagens ao Afeganistão

Atualmente, Chistopher trabalha principalmente com fotografias em preto e branco e reside em Nova York. Tem em seu currículo os prêmios
- Visa d’Or, Visa Pour l’Image, Perpignan
(2001)
- Kodak Young Photographer Award
(2001)
- Robert Capa Gold Medal (
2000)
e publicou sua primeira monografia em 2004, intitulada nonfiction.

> Veja mais fotos de Christopher Anderson
aqui.

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sua foto na National Geographic

Há anos admiro as publicações da National Geographic - tanto pelo conteúdo quanto pelas excelentes fotos que estampam as páginas da revista. E no mês passado, ao folhear a revista, tive uma agradável surpresa: agora os leitores também podem ter sua foto publicada!

Trata-se de um concurso cultural que vai até dezembro de 2009: a cada mês uma nova foto será escolhida e publicada na revista. Ah, e o contemplado do mês também ganhará produtos da marca NatGeo!

Foto de Adriana Araujo Costa publicada neste mês

> Clique aqui e concorra!

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domingo, 10 de maio de 2009

Profissionais que utilizam câmeras automáticas: Alex Majoli

A proposta inicial do Ajuste o Foco é provar que é possível conseguir boas fotografias sem equipamento profissional. Pretendo auxiliar a todos que tenham interesse: desde o senhor aposentado que comprou a câmera há pouco e quer registrar boas lembranças dos netos, até os que algum dia queiram trabalhar profissionalmente com fotografia.

Hoje começo uma série que mostrará profissionais que preferem utilizar câmeras compactas. A maioria deles já trabalhou com câmeras
D-SLR, mas optou por uma câmera automática por diferentes motivos.

O fotógrafo escolhido para inaugurar esta série é
Alex Majoli. Ele faz um interessante trabalho utilizando sombras produzidas por iluminação natural ou artificial.

Foto de Alex Majoli

Em 2004, Majoli recebeu o prêmio de Melhor Fotógrafo de Revista, concedido pela National Press Photographers Association. O portfólio que ele utilizou era composto quase que exclusivamente por fotografias obtidas com câmeras automáticas.

Majoli começou a utilizar esse tipo de câmera em 2002, quando fazia algumas fotos para o livro
A Day in the Life of Africa (um dia na vida da África). Ele ganhou de um representante da Olympus (patrocinadora do projeto) uma câmera compacta e uma D-SLR - e preferiu continuar usando a compacta em seus projetos.

Foto do projeto Iraq War 2003, de Majoli

> Confira mais fotos de Alex Majoli aqui.

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Flash: quando devemos usar?

Hoje de manhã recebi um comentário da Daiane Santana do blog Vivo Verde, onde ela diz que sua câmera está sem flash. Decidi falar um pouco sobre o flash, pois (ao menos para mim) é um assunto um tanto delicado quando se trata de câmeras automáticas.


> O PROBLEMA

O flash das câmeras automáticas geralmente é muito forte e direto, e isso implica muitas vezes em um objeto em destaque excessivo contra um fundo subexposto (ou seja: escuro e sem detalhes). Por esse motivo, eu evito ao máximo utilizar o flash.

No entanto, algumas situações simplesmente exigem a utilização do flash. Mas então, o que fazer nesses casos?

Antes de mais nada, não deixe o flash em modo automático. Quando esse modo está acionado, o flash irá disparar quando a câmera detectar pouca luz no ambiente - o que acontece em 90% dos casos. O problema é que na maioria das vezes em que a câmera acha que precisa de iluminação extra, você verá que não há necessidade de utilizar o flash.

Certas câmeras oferecem algumas possibilidades de ajustes manuais no flash, como maior ou menor intensidade e luz de preenchimento. Teste essas opções e conheça as diferenças entre elas - já é um ponto a seu favor.


> QUANDO UTILIZAR

Vejamos algumas situações que podem ser melhoradas com o auxílio do flash:

  • flash de preenchimento: se você vai fotografar uma pessoa sob o sol do meio-dia, ou com a luz do sol vindo por trás de seu corpo, obterá silhuetas. Para evitar esse efeito e registrar os detalhes do modelo, utilize o flash com baixa intensidade. Abaixo, um exemplo de flash de preenchimento aliado à luz natural.


  • flash direto: é o tipo de flash que produzirá sombras duras e dará destaque ao objeto principal em detrimento do fundo. Mas se você pretende registrar um encontro com seus amigos e o fundo não tem a menor importância, utilize esse modo. Há ainda o risco do temido efeito "olhos vermelhos", mas não é difícil corrigir isso no Photoshop.

Exemplo de flash direto utilizado para destacar os modelos em
primeiro plano (retirado do Flickr do meu amigo Denison Fagundes)



> ALTERNATIVAS AO USO DO FLASH

Se você não quiser de forma alguma utilizar o flash existem algumas opções simples que podem resolver seu problema:
  • utilize uma lanterna: isso mesmo, utilize uma lanterna! Você conseguirá iluminar seu objeto de forma suave e capturar os detalhes; mas isso só vale se o tamanho do objeto não for muito grande.
  • fotografe contra o sol: não é muito confortável para a pessoa que estará sendo fotografada, mas os detalhes ficarão bem visíveis.
  • escolha um cenário bem iluminado: se a foto será feita em ambiente interno ou à noite, procure um local que seja bastante iluminado. Pode ser embaixo de uma lâmpada - mas cuidado aqui também com o efeito das silhuetas e sombras!
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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Entendendo o WB (White Balance)

Fotografia é luz: o sensor registra a luminosidade refletida pelos objetos que estão sendo fotografados. E para capturar as cores dos objetos, nossa câmera depende de certos ajustes especícicos para cada tipo de iluminação (luz natural, fluorescente, etc).

É esse o papel do
White Balance (Balanço de Branco). Nossos olhos reconhecem quase que imediatamente o que é branco sob diferentes formas de luminosidade, mas nossa câmera digital geralmente tem dificuldades para fazer essa distinção - por isso, eu não aconselho você a deixar o WB no modo automático.

O ajuste incorreto do WB pode causar efeitos indesejados em suas fotos: elas podem ficar esverdeadas, azuladas, amareladas ou brancas demais. Claro que em certas situações você pode desejar criar uma foto com uma aparência
quente ou fria e utilizar esse recurso; por isso, é importante que você conheça bem o WB de sua câmera - ou correrá o risco de estragar suas lembranças daquela viagem que foi tão boa.

Exemplo de ajuste incorreto de WB: a foto está azulada


> SÍMBOLOS E SIGNIFICADOS
Ajuste automático: a câmera faz alguns ajustes automaticamente de acordo com a luminosidade do ambiente. Como eu já disse, não é aconselhável utilizar esse modo pois a sua câmera talvez não consiga fazer o melhor ajuste sempre.

Flash: se você pretende utilizar flash, utilize esse modo. O WB será calculado levando-se em conta a luz emitida pelo disparo do flash. É mais aconselhado para fotos noturnas.

Luz do dia: ideal para fotografar sob a luz do sol. Também pode ser utilizado em paisagens à noite.

Dia nublado: como o próprio nome já diz, selecione esse modo para dias nublados. Esse ajuste também pode ser utilizado para fotografias feitas em um dia de sol mas na sombra (algumas câmeras possuem um símbolo específico chamado "sombra"; se sua câmera não o possui, utilize a opção "dia nublado" quando fotografar à sombra).

Tungstênio: é utilizado quando a iluminação é feita por lâmpadas incandescentes (amareladas). Tome cuidado se você fotografar com esse ajuste sob a iluminação das lâmpadas da rua: se forem muitos focos de luz, a foto poderá sair borrada.

Fluorescente: algumas câmeras possuem mais de uma opção de ajuste para fluorescentes. Teste qual deles é mais adequado para você, pois sua foto poderá ficar com uma aparência lavada (branca demais).


> DESCOBRINDO O MELHOR AJUSTE

Agora cabe a você testar todas as possibilidades de ajuste que sua câmera oferece. Acima, listei os conceitos básicos - mas quem disse que você não pode fotografar um jardim florido sob a luz do sol com a opção tungstênio e obter um resultado interessante?

Conheça sua câmera e o modo como ela reagirá a cada tipo de iluminação. Dessa forma, você evitará erros como o que foi cometido na foto acima. Aqui você pode conferir vários testes feitos com ajustes e iluminações diferentes.

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

7 dicas simples para tirar fotos melhores

1 - SEGURE A CÂMERA COM FIRMEZA

Pode parecer uma dica boba, mas ainda vejo muita gente por aí que não se deu conta disso. Mantenha os braços junto ao corpo: isso vai lhe proporcionar a firmeza necessária para segurar a câmera e evitará que a foto saia tremida.

à esquerda: grandes possibilidades de desfocar a imagem;
à direita
:
boa maneira de segurar a câmera.



2 - OPTE POR UM FUNDO SIMPLES

Se você pretende fotografar uma árvore, e ao lado dela aparece um grupo de pessoas (que você sequer conhece), um bote, ripas de madeira... enfim, se tudo isso aparecer em sua foto, ficará difícil saber que o tema principal da cena era na verdade a árvore.

Não estou dizendo que você precisa enquadrar apenas a árvore: se ao lado da árvore houver um lago ou qualquer coisa que você queira incluir, tudo bem; só cuide para não poluir a imagem com muitas informações simultâneas.


3 - APROXIME-SE DO ASSUNTO

Digamos que todas aquelas pessoas e coisas continuem próximas à árvore que você deseja fotografar. Ok, você pode usar o
zoom da sua câmera, mas a melhor opção é aproximar-se da árvore. Você verá que ficará mais fácil dar destaque à árvore, e ainda terá a seu dispor diferentes abordagens do assunto (poderá focalizar nas raízes da árvore e na terra ao seu redor, nas folhas da copa contrastando com o céu azul...).

Grand canyon tree (autor desconhecido)


4 - MANTENHA AS PESSOAS ENTRETIDAS

Se o seu objetivo é retratar pessoas, saiba que uma boa foto não depende apenas de poses geniais e forçadas.
Um bom retrato pode ser feito sem que a pessoa se dê conta que está sendo fotografada.

Digamos que você aviste sua mãe mexendo nas flores do jardim. Ao invés de pedir que ela pare o que está fazendo e segure a pazinha na mão esquerda, um botão de rosa na direita e abra um sorriso, apenas a observe. Deixe sua câmera preparada e converse com sua mãe enquanto ela continua trabalhando, caminhe ao redor dela, busque o melhor enquadramento, a melhor luz, o melhor ângulo. Provavelmente ela mal se dará conta de que você a observa tão atentamente e ficará mais à vontade, e você conseguirá um retrato original e natural.


5 - TESTE ÂNGULOS DIFERENTES

Não tenha medo!
Agache-se, deite no chão, suba no muro.

Seu cachorro talvez saia mais interessante na foto se você se agachar na frente dele. Já que você não está gastando filme, tente vários ângulos diferentes: como eu já disse, o ponto de vista do fotógrafo sobre o objeto retratado faz toda a diferença numa imagem.

Foto de Tyrone Turner

Observe a foto acima, publicada na revista National Geographic de março/2009. O fotógrafo Tyrone Turner provavelmente se agachou para registrar a cena, conseguindo assim dividir o assunto entre a mulher em primeiro plano e a casa ao fundo.


6 - COMPONHA UM CENÁRIO

Quando
fotografamos paisagens (esse tipo de fotografia também é conhecido como landscape), nem sempre é possível - e até nem é interessante - escolher um único objeto para focalizar.

Se você vai fotografar um vale, poderá optar por dar mais destaque ao céu ou ao próprio vale (vai depender do que estiver mais interessante na ocasião). Você pode centralizar um rio que corre pelo vale em direção ao horizonte iluminado pelos primeiros raios de sol do dia, por exemplo.


Praia do Siriú - Garopaba/SC

Na foto acima, tirada por mim em Garopaba/SC no começo deste ano, podemos ver o que eu estava tentando explicar: a trilha conduz o olhar imediatamente para o céu e para o mar ao fundo.


7 - OBSERVE A ILUMINAÇÃO


Q
uanto a isso, não tem muito mistério. São três maneiras básicas de utilizar a iluminação:
  • iluminação frontal: para destacar o assunto e obter uma imagem nítida
  • iluminação por trás: para criar silhuetas
  • iluminação lateral: mostra a textura do assunto fotografado.
Enfim, essas são

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Rue Lawrence, a "garota da capa"

Rue Lawrence

Em junho de 1950, a estudante Rue Lawrence foi fotografada por Alfred Eisenstaedt (o mesmo que registrou a famosa cena do beijo em 1945), em sua sala de aula na New Trier High School, Winnetka - Illinois.

Em 16 de outubro daquele mesmo ano, a garota de 15 anos estampava a capa da revista Life em todas as bancas dos Estados Unidos.

Capa da revista Life - 16/10/1950

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o olhar de Rue (e é claro que a intenção de Eisenstaedt era nos atrair primeiramente para esse ponto). É um belo retrato, realmente digno de uma capa de revista.

Em breve, estarei postando algumas dicas sobre como fazer retratos mais interessantes. Por enquanto, admiremos mais um pouco o olhar penetrante de Rue. Até mais!


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domingo, 3 de maio de 2009

Microsoft lança câmera de 196 megapixels

Há pouco tempo eu falei sobre a relação da qualidade do pixel com o tamanho do sensor. Pois pasmem: enquanto nos contentamos com câmeras que oferecem 7.2, 8, 10 megapixels, a Microsoft lança uma super câmera com 196 megapixels!

A
UltraCamXp foi fabricada pela empresa australiana Vexcel Imaging (que agora pertence à Microsoft) para registrar fotografias aéreas em alta resolução.



> DADOS TÉCNICOS

  • Peso: 55 kg
  • Resolução máxima: 17.310 x 11.310 pixels
  • Capacidade de armazenamento: 6.600 imagens descomprimidas
  • 14 CPUs para armazenar as imagens sem perder a qualidade

Imagem aérea obtida com a UltraCamXp

Além da UltraCamXp, a Microsoft já lançou os modelos UltraCamL, UltraMap e UltraScan 5000.

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sábado, 2 de maio de 2009

Para que serve o ISO?

ISO é a abreviação de International Standards Organization (Organização Internacional de Padrões), que estabelece o seguinte: quanto maior o número em ISO, maior é a sensibilidade do filme. Genérico demais? Como assim, filme?

Ok, vamos com calma.

Já falei aqui que as máquinas analógicas exigiam um esforço muito maior por parte dos fotógrafos para manuseá-las, e cada rolo de filme tinha um valor específico de ISO. Se alguém que estivesse fotografando com 100 ISO quisesse fotografar com 400 ISO , precisaria trocar de filme.

Com as câmeras digita
is, o controle sobre o ISO ficou muuuito mais simples - mas isso não significa que todos saibam para que serve e quando usá-lo. Na verdade, eu deixei o ISO em modo automático durante muito tempo na minha câmera por achar que fosse algo complicado. Resultado: as fotos (principalmente as noturnas) deixavam muito a desejar, o que me desanimava a continuar tirando fotos nessas condições. Quando descobri o que era e como utilizar o ISO, pensei "mas é isso?" e percebi que era muito mais simples do que eu imaginava.


> PARA ENTENDER DE UMA VEZ POR TODAS O ISO

Em poucas palavras, pode-se dizer que o ajuste do ISO será feito de acordo com a luminosidade do ambiente. Quanto
mais luz disponível, menor será o valor do ISO e vice-versa. Entretanto, quanto maior o valor do ISO, mais ruído a imagem terá. (ruído é aquele monte de pontinhos coloridos que aparecem na foto de uma parede lisa, por exemplo)


> NA PRÁTICA

  • 100 ISO para sol bem forte
  • 200 ou 400 ISO para ambientes internos com luz + flash
  • 400 ISO para dias nublados
  • 800 ou 1600 ISO para fotos internas ou sob holofotes
Para capturar imagens de movimento o ideal é utilizar 400 ISO ou mais. Isso congelará a ação e evitará que a foto saia borrada.

Faça o teste em vários ambientes com todos os valores de ISO. Tente com e sem flash, com objetos parados e em movimento. É um ótimo exercício para você conhecer sua câmera e descobrir suas preferências!

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