segunda-feira, 8 de junho de 2009

A fotografia como terapia: técnicas de terapia fotográfica

Este artigo é a segunda parte da série que aborda o tema "A fotografia como terapia". Sugiro que você leia também sua primeira parte, a fim de ter uma melhor compreensão sobre o assunto.

Foto de David J. Nightingale

No post anterior, eu falei um pouco sobre as diferenças entre a terapia fotográfica e a fotografia terapêutica, mas relembro de forma breve o que as distingue: a primeira necessita o acompanhamento de um psicólogo especializado; a segunda depende basicamente do interesse da própria pessoa.

Hoje vou falar um pouco mais sobre as formas de abordagem da
terapia fotográfica e de que maneira ela pode ser útil no tratamento de certos casos (traumas, dificuldades de relacionamento, compulsão, etc.).


> COMO A TERAPIA FOTOGRÁFICA PODE AJUDAR ALGUÉM?

De acordo com o site
Phototherapy Centre,
Toda foto que uma pessoa tira ou guarda é também um tipo de autoretrato, um tipo de "espelho com memória" que reflete aqueles momentos e aquelas pessoas que foram tão especiais que mereceram serem fixados para sempre no tempo. Consideradas coletivamente estas fotos tornam visível o fluxo das estórias da vida destas pessoas e servem como rastro, trilha, impressão visual que mostram onde estas pessoas estiveram (seja emotivamente como fisicamente) e talvez acenem para onde elas se encaminham. Até mesmo as reações das pessoas a cartões postais, fotos de revistas e fotos tiradas por outras pessoas podem fornecer uma chave reveladora dos segredos da vida interior destas pessoas.

O verdadeiro significado de uma foto se encontra não tanto nos seus aspectos visíveis e sim nas evocações que os detalhes destas fotos suscitam na mente e no coração de cada observador. No momento em que se observa uma fotografia, a pessoa na verdade cria espontaneamente o significado que imagina resultar da imagem fotográfica, e este significado pode ser diferente daquele que o fotógrafo intencionava transmitir. Por isso o sentido (e a linguagem emotiva) de uma foto depende sobretudo de quem a observou, dado que a percepção individual e a experiência de vida de cada um enquadra e define aquilo que se "vê" como real. Consequentemente a reação que uma pessoa tem de frente a uma fotografia que ela considera especial pode revelar muito sobre si mesma, se forem feitas as perguntas adequadas.


> AS 5 TÉCNICAS DA FOTOGRAFIA TERAPÊUTICA

1 Fotos tiradas pelo próprio paciente: são fotografias tiradas pelo próprio paciente com uma câmera, ou imagens criadas por outros e que ele coleciona - retiradas de revistas, cartões postais, internet, etc.;

2 Fotos tiradas do paciente por outras pessoas: podem ser fotos para as quais a pessoa posou voluntariamente, ou fotos que foram tiradas sem que ela soubesse;

3 Autoretratos: fotos que o indivíduo tira de si mesmo. São utilizadas apenas fotografias em que a pessoa teve controle total sobre todos os processos de criação;

4 Álbuns de família ou outras coleções de fotos biográficas: podem estar armazenadas formalmente em um álbum ou simplesmente espalhadas, coladas na parede ou na porta da geladeira, conservadas na carteira, sobre a escrivaninha ou na tela do computador;

5 Fotoprojeções: essa técnica utiliza o mecanismo (fenomenológico) segundo o qual o significado de toda foto é criado inicialmente pelo observador durante o processo de percepção da imagem. No momento em que se olha uma imagem fotográfica qualquer, se produz uma percepção e uma reação que são projetadas pelo mundo interior da pessoa sobre o mundo real, e que determinam o sentido que se atribui a tudo aquilo que se vê. Portanto esta técnica não se baseia em um tipo específico de fotografia, mas no espaço intangível que se encontra entre a imagem e seu observador ou criador - aquele "território" em que cada pessoa forma sua própria resposta original àquilo que vê.


> MAS SE ISSO É PARA ESPECIALISTAS, O QUE EU TENHO A VER COM ISSO?

Minha intenção através deste artigo foi demonstrar de que forma a fotografia pode ajudar em processos de cura, sobretudo em casos de distúrbios psicológicos.

Mas se você não é psicólogo, não possui qualquer indício de distúrbio mental, o que tirar de proveito disso? Bem... não é preciso estar doente para fazer uso de algumas destas dicas! Quanto tempo faz que você não dá uma olhada naquele álbum de fotos beeem velhinho? Eu sempre adorei fazer isso; toda vez que visito meus pais, revejo as fotos antigas que estão
guardadas. É uma forma de relembrar momentos de sua vida (sejam eles bons ou ruins) e refletir sobre seus anseios passados e futuros.

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Veja também: Terapia

5 comentários:

Érico Skywalker disse...

ótimas técnicas! to gostando muito sobre esses artigos de fotografias terapeutica, muito bom! o blog esta cada vez melhor..
gostaria de saber, vc possui camera profissional??

bjos, té mais


Érico

Augusto disse...

Mto bom! =]

Ellen D.B. disse...

Não, Érico, não tenho câmera profissional. Sempre quis ter uma, mas elas são caras demais pra mim no momento... então resolvi criar o Ajuste o Foco, e já encontrei tantas imagens boas feitas com câmeras compactas que já nem sei se algum dia vou querer uma D-SLR [=

Érico Skywalker disse...

huhuh, realmente eu tbm morro de vontade de ter uma nikon profissional, onde eu trabalhava sempre mechia em uma...e tenho uma kodak e uma sony 'amadora'... são otimas tambem, e a sony q é 4.1 ainda é bem melhor q a kodak 7.1, e realmente a ideia do Ajuste o Foco é excelente!

xD

lufotografias disse...

Ellen, os artigos com relação a fotografia como terapia estão excelentes!
As técnicas são maravilhosas!
Realmente como você mesmo citou..."não precisa estar doente para fazer uso das técnicas"
Bjos,
Luka

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