terça-feira, 26 de outubro de 2010

Foto do leitor: Neto Miguel

Nesta edição da Foto do leitor conto com a participação de Neto Miguel. Confira abaixo as fotos dele e a mini-entrevista, e se você também quiser mandar suas fotos para serem publicadas aqui, entre em contato através do e-mail ajusteofoco@gmail.com.


> MINI-ENTREVISTA + FOTOS

Quando você começou a se interessar por fotografia?

Faz muito tempo que me interesso por fotografia. Há uns 4 anos, tinha uma câmera MUITO RUIM MESMO, aquelas que compra por telefone, sabe? Aí ficava tirando foto de todos os encontros com amigos, mas não entendia muito bem porque as minhas não ficavam tão boas. Mas nem encanei muito, nem era ligado com isso e deixei pra lá. Em setembro de 2009, ganhei a minha câmera atual (Sony DSC-H20) e a partir daí não parei mais MESMO. Comecei a pesquisar muito sobre todos os assuntos relacionados a fotografia, composição, enquadramento, tratamento etc e nomes de outros fotógrafos, foi quando virei fã de vários, a maioria aqui do Brasil mesmo.

Acho que é minha foto favorita e foi muito impensada. Estava rolando um encontro da minha classe na piscina, peguei a câmera e cliquei. A fumaça ficou surreal. E a menina é a minha melhor amiga.Combinou


Qual estilo de fotografia mais te atrai? (landscape, retratos, preto e branco, etc.)

Gosto muito de retratos e principalmente de fotografia de shows.


Já fez algum curso na área?

Nunca, só leio muito pela internet. Pretendo, o ano que vem, fazer faculdade de fotografia.

Foi feita no intervalo de uma sessão de fotos que estava fazendo de uma menina. Ficou cru, mas gostei do resultado com a edição. 


Qual equipamento utiliza? 

Somente uma câmera compacta, a DSC H20, da SONY.


Você tem algum "truque" na hora de fotografar, alguma dica que possa ser partilhada com todos que lêem o blog?

Não sei se é uma dica muito boa mas, sempre tiro mais de uma foto do mesmo local/objeto/paisagem, mudando um pouco o enquadramento, composição etc.

Essa fiz num lugar abandonado aqui da minha cidade, sai dar uma volta com essas duas amigas e saiu isso. Gostei bastante do resultado final!


Ídolos?

Sou fã de vários fotógrafos brasileiros, a maioria que fotografa bandas. Alguns: César Ovalle, Gustavo Vara, Coletivo BLACKBOX. São muitos!



Mais fotos do Neto estão disponíveis nos seguintes endereços:
http://www.flickr.com/photos/netaao


Agradeço ao Neto Miguel pela participação!
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Texturas

Textura - uma das palavras que mais vi por aí, soltas ao acaso em sites e blogs de fotografia, pelo Flickr... confesso que nunca me ative a esse tema a ponto de aprofundá-lo. Mas a curiosidade acabou me levando a pesquisar um pouco sobre isso, e o resultado é este pequeno post.

 

Enfim: textura é o que nos permite imaginar como é a superfície que estamos vendo nas fotos - como se pudéssemos sentir o material do qual ela é feita. 


> ÁRVORES, FLORES E FOLHAS 

Mesmo morando em centros urbanos, sempre é possível dar uma volta e encontrar, logo ali, diversas opções de árvores, folhas, galhos, flores para fotografar. Flores secas, folhas viçosas, galhos emaranhados... basta um passeio até a pracinha da esquina para constatar como é grande a variedade.

Foto: Tuane Eggers 


> METAL 

Do aço frio de um garfo pousado sobre a mesa à ferrugem de um velho navio encalhado, também temos várias opções. Observe as vigas de um ginásio, o traçado das grades ao longo da calçada, as rodas de uma bicicleta, etc.




> PEDRAS 

Preciosas, afiadas, polidas, brutas: pedras. Até mesmo uma trilha de pedregulhos pode guiar o olhar do observador para um ponto de interesse em sua foto.

Foto: Batikart 


> MADEIRA 

A mesa do seu escritório, troncos de árvores enfileiradas ao longo de um lago, raízes, lenha em brasa, lascas...


Foto: Brandon Christopher Warren 


> TIJOLOS E PARALELEPÍPEDOS 

Talvez essa seja a mais pop dentre as texturas. Muros e tijolos estão por toda a parte, basta dar uma olhada através da janela. Além disso, as linhas da junção dos tijolos com o cimento podem criar formas geométricas e padrões interessantes.


Foto: Joep R. 


> TINTA 

Podemos aproveitar desde a cremosidade da tinta molhada até as bolhas e ranhuras que se formam quando ela começa a envelhecer.
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domingo, 10 de outubro de 2010

Qual é a função de um histograma?

Na categoria das ferramentas mais mal-compreendidas, o histograma certamente ocupa seu lugar entre os primeiros da lista. Algumas pessoas dizem que não conseguem viver sem; outras, sequer imaginam para que serve e como utilizá-lo na hora de fotografar.
Pois bem: para esclarecer de uma vez o que são histogramas e como decifrá-los, escrevi este artigo. Pegue sua câmera e vamos aos testes!


> PARA QUE SERVE, AFINAL? 

Um histograma pode nos dar muitas informações, como: 
  • se a imagem foi exposta corretamente
  • se o tipo de luz era dura ou suave
  • quais ajustes funcionam melhor em sua câmera
Nas imagens, cada pixel tem uma cor, que por sua vez foi produzida através de uma combinação de cores primárias (vermelho, verde e azul - ou RGB: red, green e blue). Cada uma dessas cores pode ter um brilho, que varia de 0 a 255 numa imagem digital com profundidade de bits de 8-bits. Um histograma RGB é produzido quando o computador varre a imagem em cada um desses valores de brilho RGB e conta quantos pixels há em cada nível de 0 a 255. O resultado dessa varredura é um histograma semelhante ao da imagem acima. 


> TONS

Gama tonal é o nome da região onde a maioria dos valores tonais se encontra. A gama tonal pode variar bastante de uma imagem para outra; portanto, desenvolver um conhecimento acerca de como os números se transformam em valores de brilho é essencial. Não existe um modelo de histograma ideal a ser seguido - cada histograma deve, simplesmente, seguir a gama tonal que o fotógrafo pretende transmitir.

Existe um mito que diz que para a exposição estar correta o gráfico do histograma deve criar uma montanha simétrica (semelhante ao exemplo abaixo), e que se as colunas tenderem para a esquerda ou para a direita a foto sairá super ou sub-exposta. Mas é preciso lembrar que algumas cenas jamais atingirão uma representação como a do gráfico acima. Acontece, por exemplo, quando você enquadra paisagens noturnas ou cenas com predomínio de tons claros. O gráfico irá tender para a esquerda ou para a direita, inevitavelmente, e nem por isso a exposição correspondente será incorreta.



Veja os exemplos abaixo, que resumem o que acabei de explicar:


O close numa flor bege faz com que os registros do histograma se concentrem à direita

Aqui a imagem está com uma boa exposição: os registros estão distribuídos por todo o histograma, os detalhes das partes escuras da imagem foram preservados

 Ainda que haja concentração de dados à esquerda do histograma, esta foto também está bem exposta: é possível ver os detalhes das sombras
Já os exemplos abaixo nos mostram quando um histograma pode denunciar uma imagem lavada ou sub-exposta:

Sub-exposição



Exposição normal



Super-exposição 
> CONTRASTE 
Um histograma também pode descrever quanto contraste há numa determinada imagem. Contraste é a medida da diferença de brilho entre as áreas claras e escuras de uma cena. Histogramas largos são típicos de cenas com bastante contraste; histogramas estreitos resultam de imagens com menos contraste, que podem parecer achatadas e sem-graça. 

O contraste alto ou baixo pode ser determinado por uma combinação de fatores de luz e sujeito. Assim: fotos tiradas em condição de neblina ou fumaça terão baixo contraste; fotos tiradas sob sol forte, por outro lado, terão contraste muito mais alto.




O contraste pode ter um impacto visual muito grande se o objetivo é enfatizar texturas (como é o caso da imagem acima, por exemplo). A imagem em alto contraste tem sombras mais profundas e brilho mais pronunciado, criando texturas que saltam aos olhos do espectador.

A medida do contraste também pode variar de acordo com a região de uma mesma imagem, se houver diferentes condições de luz e sujeito nela. Observe a imagem abaixo:



A região ao topo contém mais contraste que as outras, pois a imagem é criada a partir da luz que é refletida diretamente dos objetos. Isso produz sombras mais profundas logo abaixo do barco, e brilhos mais fortes nas áreas acima e expostas. As regiões do meio e de baixo são inteiramente produzidas por luz difusa, luz refletida pela superfície da água, e por isso têm menos contraste - como se a foto fosse tirada sob neblina. 

A região de baixo tem mais contraste que a do meio (apesar de apresentar um céu com um único tom de azul), porque ela contém uma combinação de sombra e luz intensa do sol. As condições de luz na parte de baixo criam brilhos mais acentuados, mas mesmo assim ela não apresenta as mesmas sombras profundas que a região do topo. A soma dos histogramas das três regiões produz o histograma geral (abaixo).

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