quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

The Big Picture

O post de hoje vai ser curtinho, porque nessa época do ano quase todo mundo está em ritmo de festa - e ninguém quer passar muito tempo lendo em frente ao computador, certo? De qualquer forma, eu gostaria de dividir com vocês um site bem legal que encontrei: o The Big Picture, que faz parte do The Boston Globe (um jornal tradicional de Boston). A proposta do The Big Picture é interessante: ele apresenta uma mistura de ótimas fotos e artigos relacionados a elas (os artigos estão em inglês, mas vale conferir mesmo se for só para olhar as fotos e buscar inspiração).

Aproveito a oportunidade para desejar a todos um ótimo 2010 (=
2009 foi um ótimo ano, mas espero que 2010 seja ainda melhor para todos nós. Agradeço a companhia, os comentários e os e-mails que recebi de todos vocês ao longo do ano: muito obrigada, de coração (=

Abaixo, algumas fotos que selecionei no The Big Picture:







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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Fotos HDR (parte II): criando imagens HDR a partir de arquivos JPEG

Esta é a segunda parte do artigo sobre fotos HDR. Primeiro, falei um pouco sobre o método tradicional de criação desse efeito; hoje preparei para vocês este pequeno tutorial, que mostrará como criar uma "falsa HDR" a partir de arquivos JPEG. Para entender o que são imagens HDR e como conseguir esse efeito através da combinação de três fotos semelhantes, clique aqui e veja a primeira parte do artigo.

Arquivo JPEG

Arquivo JPEG após edição: a falsa HDR

As imagens que utilizarei aqui foram retiradas do Flickr do Christiaan L, que também costuma fazer uso dessa técnica para conseguir fotos diferenciadas. Ele diz o seguinte: "Would you buy an expensive D-SLR, expensive lenses, and lots of filters, when you can get similar effects with just a cheap compact camera and cheap tripod?" (em português: Você compraria uma D-SLR cara, lentes caras, e um monte de filtros, quando você pode conseguir efeitos semelhantes com apenas uma câmera compacta barata e um tripé barato?). Assim como eu, muitos leitores do blog não têm condições de investir pesado em coisas desse tipo no momento - por isso que dividi o tutorial: a parte tradicional e a parte "acessível" ;)

Não vou falar novamente sobre as diferenças entre D-SLR e câmeras automáticas, não é esse o ponto. O que importa é que é possível conseguir um efeito similar com arquivos JPEG. Para começar, você pode escolher qualquer arquivo com essa extensão que já tenha salvo no computador.


> 1ª PARTE: DO PHOTOSHOP AO PHOTOMATIX

Nada de pânico: são oito passos super simples, você terminará essa parte em poucos minutos.
  • Abra sua imagem no Photoshop
  • Pressione Ctrl+M para abrir a ferramenta "curvas" e aumentar o brilho da foto
  • Salve a imagem com um outro nome, semelhante ao original
  • Desfaça as curvas pressionando Ctrl+Alt+Z
  • Salve novamente (escolha um nome parecido com o das duas outras imagens)
  • Abra as imagens no Photomatix para que a HDR possa ser criada (veja aqui como fazer o download do programa e o tutorial que ensina o passo-a-passo para criar sua HDR)
  • Pronto! Agora só faltam mais alguns ajustes...

> 2ª PARTE: TONE MAPPING


Agora você já criou sua HDR - lembre que inicialmente ela parecerá bem feia, não se assuste. Serão necessários alguns ajustes no Photomatix, e para isso utilizaremos o
Tone mapping.

Tela de edição do Tone Mapping

O Tone mapping fica na palheta à esquerda. Nesse momento, configuramos a HDR para que ela possa ser transformada em uma foto com profundiade de cor menos abrangente, mas já com a aparência desejada.

Existem várias opções de
Tone mapping, e a melhor forma de descobrir como elas funcionam é criando diferentes HDR's e... fuçando nos botões! Se você não sabe por onde começar, dá para conseguir uma boa edição usando as opções da aba Details enhancer:

- Strength:
é a força da HDR, ou seja: o quanto que você quer misturar das diferentes exposições numa única imagem. Quanto menor o valor, mais discreta será sua HDR; quanto maior, mais forte será a edição.

- Color saturation:
saturação. Quanto maior o valor, mais colorida (cores mais saturadas) ficará sua imagem.

- Light smoothing:
uma das opções mais importantes. Note que, ao selecionar a primeira “bolinha”, sua foto ficará um tanto forçada e cheia de halos nas bordas. A última “bolinha” significa máxima suavização do efeito.

- White point:
essa opção define um ponto de luminosidade, clareando a cena.

- Black point:
essa opção define um ponto de sombra, escurecendo a cena.

- Gamma:
possui uma característica diferente das opções de gamma que nos são familiares. Essa opção utiliza a luminosidade da cena para mostrar mais detalhes.

- Process:
após fazer as edições desejadas, você clica nesse botão para processar a imagem e transformá-la em um arquivo que pode ser exportado (salvo) em outros formatos. Assim você pode continuar editando a foto em outros programas, como o Photoshop.


É isso: você pode brincar à vontade com as opções de Tone Mapping e criar imagens interessantes. Solte sua imaginação!


(+) BÔNUS!

Caso você ainda não se sinta confortável para mexer nos comandos do Tone Mapping, pode seguir as dicas abaixo para editar sua imagem:
  • Luminosity: entre -2 e +2
  • Strength: entre 30% e 60%
  • Saturation: entre 30% e 50%
  • White point: posicione o slider próximo à metade da barra
  • Black point: posicione o slider a cerca de 1/10 da barra (da esquerda para a direita)
  • Smoothing: quanto mais alto, melhor


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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fotos HDR (parte I): o método tradicional

Na semana passada eu recebi um e-mail da Andreia, do blog Momentos (não deixem de conferir - tem várias fotos lindas por lá!), sugerindo que eu falasse um pouco sobre fotos HDR aqui no Ajuste o Foco.

E agora você deve estar pensando: mas o que são fotos HDR? Essa sigla é a abreviação de high dynamic range photos (em português: fotos com alto alcance dinâmico ). A maneira tradicional de conseguir uma dessas é fotografando em
RAW (para o nosso azar, a maioria das câmeras automáticas salva os arquivos automaticamente em formato JPEG); além disso, é preciso conseguir três imagens exatamente iguais, mas com diferentes tempos de exposição: uma sub-exposta, uma normal e uma super-exposta (clique aqui para entender como isso funciona). Uma vez que você tem as fotos, é preciso juntá-las com um programa específico - veja o exemplo abaixo:

Foto: Claudia Regina

Maaas não existe apenas uma maneira de conseguir um efeito parecido com o da foto acima - ainda bem! Sendo assim, resolvi dividir o assunto em duas partes: a primeira mostrando a maneira tradicional de conseguir esse efeito, e a segunda ensinando a transformar qualquer arquivo JPEG em uma "falsa HDR".


> O MÉTODO TRADICIONAL


Antes de mais nada, certifique-se de que sua câmera possui tudo que é preciso para conseguir esse efeito da maneira tradicional. Geralmente isso só é possível com câmeras D-SLR, mas algumas automáticas também oferecem as opções necessárias. Sua câmera precisará:
  • permitir o ajuste manual do tempo de exposição
  • salvar o arquivo em RAW (o processo pode ser feito com arquivos JPEG também, mas com RAW a qualidade da imagem final será melhor)
Além disso, você precisará de um tripé ou uma superfície estável para apoiar sua câmera. Escolha um assunto imóvel, pois serão necessárias três imagens idênticas (o ideal é começar com landscapes). Verifique também se sua câmera possui a função AEB (Auto Exposure Bracketing): esse recurso programa a câmera para tirar as fotos com diferentes exposições sem precisar refazer os ajustes (isso mesmo: com um clique, a máquina irá tirar uma foto sub-exposta, uma normal e uma super-exposta).

A função AEB numa Canon Rebel

Caso sua câmera não tenha a função AEB, você precisará fazer os ajustes manualmente entre uma foto e outra. Na primeira, o tempo de exposição deve ser -2 ou -1 (sub-exposição); na segunda, o tempo de exposição deve ser 0 (exposição normal); e na terceira, o tempo de exposição deve ser de +2 ou +1 (super-exposição).

Apóie a câmera sobre o tripé ou alguma superfície estável e faça as fotos com os diferentes tempos de exposição. Você também pode fazer mais alguns "trios" de fotos por precaução - afinal, o menor movimento pode prejudicar o resultado final.

Agora que você já tem as fotos, podemos passar para a edição.



> EDITANDO SUAS IMAGENS


O programa mais utilizado para editar e criar fotos HDR é o
Photomatix (faça o download da versão de testes aqui). Se você preferir, também pode utilizar o Photoshop. Neste tutorial* eu mostrarei o passo-a-passo utilizando o Photomatix.

Abra o programa e escolha a opção
Generate HDR Image:


O Photomatix vai pedir para você selecionar os arquivos-fonte. Vá em
Browse para escolher as fotos:


Selecione as três fotos com diferentes exposições (utilize
Shift ou Ctrl para selecionar mais de uma por vez):


Clique em
OK. Agora serão exibidas as opções de alinhamento e correção.

  • Align source images
Ao selecionar essa opção, o programa alinhará suas fotos. Mas se você utilizou um tripé e o modo AEB, provavelmente não será preciso habilitá-la: as fotos já estarão perfeitamente alinhadas. Se você não utilizou AEB, selecione a opção By correcting horizontal and vertical shifts.

Se você não utilizou nem tripé nem a função AEB, o ideal é selecionar a opção
By matching features, pois a probabilidade de as fotos terem ficado com algumas diferenças entre si é grande.

  • Attempt to reduce ghosting artifacts
Essa opção é para corrigir qualquer coisa que possa ter se movido na cena entre uma exposição e outra.

- Moving objects/people:
para corrigir pessoas ou outros objetos que se movimentaram entre as fotos.

- Background movements:
movimentos na própria cena (como nuvens e água).

Ao utilizar fotos em RAW, você também pode mudar algumas opções do formato (mas não há problema nenhum se deixar como está).


Clique em OK e espere até o programa criar sua HDR.



Após isso, você verá uma foto bem feia - mas tenha caaalma! É a sua HDR, mas nenhum monitor consegue “ver” a profundidade de cores de uma HDR; por isso só enxergamos um
preview bem limitado. Agora que a HDR foi criada, vamos para a parte mais importante: o Tone mapping.



O
Tone mapping fica na palheta à esquerda. Nesse momento, configuramos a HDR para que ela possa ser transformada em uma foto com profundiade de cor menos abrangente, mas já com a aparência desejada.

Existem várias opções de
Tone mapping, e a melhor forma de descobrir como elas funcionam é criando diferentes HDR's e... fuçando nos botões! Se você não sabe por onde começar, dá para conseguir uma boa edição usando as opções da aba Details enhancer:

- Strength:
é a força da HDR, ou seja: o quanto que você quer misturar das diferentes exposições numa única imagem. Quanto menor o valor, mais discreta será sua HDR; quanto maior, mais forte será a edição.

- Color saturation:
saturação. Quanto maior o valor, mais colorida (cores mais saturadas) ficará sua imagem.

- Light smoothing:
uma das opções mais importantes. Note que, ao selecionar a primeira “bolinha”, sua foto ficará um tanto forçada e cheia de halos nas bordas. A última “bolinha” significa máxima suavização do efeito.

- White point:
essa opção define um ponto de luminosidade, clareando a cena.

- Black point:
essa opção define um ponto de sombra, escurecendo a cena.

- Gamma:
possui uma característica diferente das opções de gamma que nos são familiares. Essa opção utiliza a luminosidade da cena para mostrar mais detalhes.

- Process:
após fazer as edições desejadas, você clica nesse botão para processar a imagem e transformá-la em um arquivo que pode ser exportado (salvo) em outros formatos. Assim você pode continuar editando a foto em outros programas, como o Photoshop.



(+) BÔNUS!


Se você ainda ficou com alguma dúvida, o site
How To: Take HDR Photos disponibiliza tutoriais em vídeo (em inglês) para diferentes tipos de câmera. Clique aqui para acessar o site e assistir os tutoriais.



(*) este tutorial foi feito com base nesse artigo.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Tudo que você deve saber para criar um um bom avatar

Nos últimos anos, as redes sociais vêm se multiplicando e assumindo um papel importante na vida de muita gente. Twitter, Orkut, Facebook, MySpace, Last.fm, Blogger... tudo chega até nós com uma velocidade impressionante - mas não é só a velocidade que impressiona: a cada minuto temos à disposição um volume de dados colossal, e mesmo que tivéssemos toda a boa-vontade do mundo, jamais conseguiríamos assimilar tanta coisa. Assim sendo, temos pouco tempo para analisar atentamente o perfil de outras pessoas e empresas disponíveis nessas redes; muitas vezes acabamos ficando mesmo é com a impressão que nos é transmitida através do avatar (ou você vai me dizer que nunca entrou no perfil de alguém só porque a foto lhe chamou a atenção?).

Mas o que fazer para conseguir um avatar que transmita algo sobre você àqueles que não o conhecem? No que você deve prestar atenção na hora de tirar uma fotografia para ser usada como avatar?



> PREENCHENDO A CENA


O principal segredo de um bom avatar? Simplicidade. A menos que você faça questão, não há necessidade de incluir nada além de você mesmo no enquadramento. Muita informação numa mesma cena pode deixar o avatar confuso, ou talvez ele fique incompreensível em tamanho pequeno (lembre-se que uma imagem genial em tamanho grande pode ficar simplesmente feia quando reduzida) . Como eu disse acima, pouca gente tem tempo (e paciência) para analisar atentamente uma imagem - os poucos segundos que alguém dedica para observar nossa foto podem fazer toda a diferença.

Foto: istanbulmike


Foto: Randy

Observe a imagem acima: à primeira vista, ela até pode parecer uma boa imagem para ser usada como avatar. Mas ainda que o foco esteja no sujeito, o fundo apresenta muitos elementos. Veja abaixo a versão reduzida: é ou não é um avatar confuso?



> EXPLORE OS ÂNGULOS


Modelos profissionais sabem aproveitar muito bem os ângulos para conseguir boas fotos - e nada impede que você também faça uso desse recurso. Não existe uma fórmula pronta, ou um ângulo mágico: você precisará testar. Fotografe com a câmera acima de você, abaixo... tente todas as opções possíveis, até achar o ângulo ideal para o seu caso!



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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Desvendando o efeito zoom

Você pode até não saber o que é o efeito zoom, mas certamente já viu alguma foto com ele: basta dar uma olhadinha na imagem abaixo para saber do que estou falando:

Foto: Lady Vervaine

Existem várias maneiras de conseguir esse efeito - algumas durante a captura da imagem, outras no processo de pós-edição. Não falarei aqui sobre as técnicas de pós-edição, mas se você quiser saber como usá-las, esse site mostra algumas dicas úteis.

O efeito zoom proporciona um resultado bastante interessante, e o melhor: não é tão difícil consegui-lo - basta alguns ajustes e um pouquinho de treino. Grosso modo, você precisará programar a câmera para um tempo de exposição mais longo, e usar o zoom enquanto o sensor estiver exposto (
clique aqui para saber o que é e como usar o tempo de exposição).


> TEMPO DE EXPOSIÇÃO


Se sua câmera permite o ajuste manual do tempo de exposição, programe-o para cerca de um segundo. Mas
se a sua câmera é como a minha e não permite o ajuste manual do tempo de exposição, aí vai uma dica quente! ;)

Ao invés de ajustar a exposição de acordo com a iluminação da cena inteira ("exposure based on the entire frame"), escolha apenas um ponto central como base ("exposure based on brightness of a central point"). Fazendo isso, um pontinho aparecerá no centro da tela de LCD de sua câmera - é através desse ponto que a iluminação será medida, o que modificará o tempo de exposição.

Para uma exposição curta, mire o pontinho em um objeto claro (de preferência branco) e pressione o botão disparador até a metade; faça o enquadramento como preferir e pressione o botão até o final. Faça isso quando você quiser congelar uma cena ou caso você deseje uma imagem sub-exposta.


Iluminação medida através dos pêlos brancos do gato: a
imagem
ficou sub-exposta, escura demais e sem detalhes


Para uma exposição um pouco mais longa, mire o pontinho em um objeto escuro (de preferência preto) e pressione o botão disparador até a metade; faça o enquadramento como preferir e pressione o botão até o final. Faça isso quando você quiser captar movimento ou caso queira uma imagem super-exposta.

Iluminação medida através do sofá preto: a imagem ficou
super-exposta, clara demais e com uma aparência fantasmagórica



> ZOOM

Agora que você já programou o tempo de exposição, faça o seguinte: escolha um objeto e pressione o botão disparador até a metade para que a câmera faça os ajustes necessários (sempre levando em conta as dicas acima, se sua máquina não possui ajuste manual); aperte o botão disparador até o fim, e enquanto o sensor estiver exposto, dê zoom no objeto.


Caso você não tenha conseguido realizar todo o processo,
é possível que sua câmera não permita a utilização do zoom junto com um tempo de exposição longo. Nesse caso, programe o tempo de exposição, e aproxime manualmente a câmera do objeto. Fiz este processo na imagem abaixo:

Aproximar ou afastar manualmente a câmera do
objeto também pode resultar em algo interessante

Você precisará manter a câmera relativamente estabilizada, pois ao trabalhar com um tempo de exposição longo qualquer movimento pode comprometer a fotografia. De preferência, utilize um tripé ou apóie a câmera em uma superfície estável. Ao movimentar levemente a câmera para os lados, para cima ou para baixo, você poderá conseguir outros efeitos interessantes. Como eu não canso de dizer por aqui: é preciso testar.

Ambientes com menos luminosidade favorecerão também são bons para usar esse efeito. Luzes coloridas, como as de faróis de carros, também ficam ótimas.

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